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Indefinição sobre medida cautelar resultou em mal entendido com médico Alcides Muniz
11 de março de 2019 às 08:20
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O médico Alcides Muniz Gomes de Matos Filho foi conduzido para a Delegacia Regional de Polícia Civil de Juazeiro do Norte na tarde deste domingo (10) por não estar usando tornozeleira eletrônica.

Acusado de ter atingido uma criança com uma pedra no mês passado durante uma discussão com o pai do bebê em Crato, ele esteve recolhido em cela especial na PIRC e desde o dia 4 de março teve alvará de soltura expedido pelo Tribuna de Justiça.

Boletim
Ao ser conduzido ao delegado de plantão neste domingo, no entanto, o médico esclareceu que não estava utilizando a tornozeleira porque se apresentou no dia 7 para instalação do equipamento, e tendo em vista dúvida das pessoas que o atenderam sobre as circunstâncias do tornozelamento não se procedeu a instalação.

Foi apresentado os números de contanto e foi liberado pra casa aguardando instruções. “Até esta data não foi passada formalmente para o médico qualquer informação sobre as medidas cautelares” que foram determinadas pela justiça, o que acarretou em uma espécie de mal entendido em um restaurante no bairro Lagoa Seca.

Alegando falta de água em casa após furto do hidrômetro, o médico e a família foram almoçar em um local distante 400 metros da residência. Lá encontraram com o juiz responsável pelo caso que, ao perceber a ausência da tornozeleira, solicitou a condução pela Polícia Militar.

Ao delegado Douglas Duremberg, Alcides afirmou que no momento em que foi liberado da PIRC, na terça-feira (4), não recebeu outra orientação a não ser a de comparecer em frente a Secretaria de Saúde para instalar a tornozeleira.

“Lá foi atendido por uma psicóloga chamada Sâmia […] assistiu um vídeo de orientação sobre o uso da tornozeleira eletrônica, mas não colocou a colocou porque, segundo a psicóloga, havia orientação para nãos e ausentar da comarca mas não especificava qual comarca já que o processo tramita em comarca diferente da residência. Tudo estas informações contam no boletim de ocorrência.

Mas de acordo com a defesa, ocorre que o fato aconteceu em Crato e Alcides mora em Juazeiro, não estando claro, portanto, a qual comarca se referia a justiça. Pelo impasse, o médico foi liberado para casa mesmo sem a tornozeleira, sob aviso de que deveria voltar assim que convocado para instalar o equipamento.

Até este domingo, no entanto, a defesa diz que o acusado ainda não havia sido chamado de volta à secretaria, tampouco informado quais seriam de fato as medidas cautelares .

 

Com Parceria Site Miséria.com.br
Por Agência Miséria

 

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