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Jovem preso com boa quantidade de cocaína em Juazeiro vai continuar na PIRC segundo decidiu a justiça
18 de fevereiro de 2017 às 09:39

Preso no dia 21 de outubro de 2015 com 780 gramas de cocaína e condenado a 19 anos de reclusão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e contra a fauna, José Airton Sobreira Xavier, de 28 anos, apelidado por “Sassá”, vai continuar recolhido à Penitenciária de Juazeiro. Foi o que decidiu a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará ao negar habeas corpus em favor do mesmo, conforme a relatoria da desembargadora Lígia Andrade de Alencar Magalhães.

Naquele dia, equipes do RAIO saíram para averiguar denúncias anônimas encontrando-o em casa na Avenida José Bezerra (Limoeiro) com 70 gramas de cocaína, 13 pedras de crack, R$ 1.559,70 em dinheiro e dois pássaros da fauna silvestre. Momentos antes, a polícia tinha prendido José Ferreira de Medeiros, de 30 anos, na Rua Rui Barbosa no mesmo bairro. A polícia tinha uma informação que a mãe de “Sassá”, Maria Sobreira Xavier distribuía drogas entre os filhos para a venda em várias casas no Limoeiro.

Na casa onde estava Zé Ferreira, os PMs encontraram 780 gramas de cocaína, balança de precisão, uma moto Yamaha Fazer sem placa, sacos usados para embalar drogas e cerca de R$ 5 mil em dinheiro. Noutra casa na Rua Vereador Antônio Brás, onde mora uma irmã de “Sassá”, os policiais se depararam com a porta semiaberta, muita coisa revirada e ela não estava. Mesmo assim, os “raianos” encontraram 16 pedras de crack, três celulares, um caderno de anotações, uma moto Honda Biz de cor branca e mais R$ 2.256,00.

No depoimento que prestou na Delegacia de Juazeiro, “Sassá” alegou que os papelotes de cocaína que estavam com ele seriam para consumo próprio e que desconhecia a origem do restante da cocaína e das pedras de crack. Em relação aos pássaros apreendidos, disse que lhe pertenciam. Quanto ao dinheiro, afirmou que é proveniente da venda de bebidas, pois em sua casa funciona um bar.

Alegando constrangimento ilegal, ajuizou habeas corpus perante o Tribunal de Justiça o que lhe foi negado em nome das provas e garantia da ordem pública. No seu relatório, a desembargadora observou sobre a quantidade considerável de drogas acondicionadas no fundo falso de um freezer em seu estabelecimento comercial. No entendimento dela, usado como fachada para a venda dos entorpecentes e citou ainda o envolvimento da mãe, padrasto e irmã caracterizando uma rede criminosa.

Por Demontier Tenório
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