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Rapaz que limpa para-brisas no semáforo gasta R$ 3,5 mil por mês para usar crack
28 de junho de 2017 às 13:58

Durante uma transmissão ao vivo sobre o assassinato de um flanelinha morto na madrugada desta terça-feira (27) em Juazeiro do Norte, a reportagem do Site Miséria conheceu e conversou com Léo, um rapaz que trabalha no cruzamento das avenidas Padre Cícero com Castelo Branco. Ele se diz usuário de crack e gasta tudo o que apura limpando para-brisas dos carros que param no sinal.

Léo se comunica bem e deixa claro que sua vontade é de largar o vício. Ele tem família e duas filhas em Crato, mas prefere morar na rua para evitar transtornos em casa. Ganhando cerca de R$ 120,00 por dia, tudo o que tem é destinado ao vício. Para comer, ele depende de caridade de instituições religiosas e da boa vontade das pessoas que lhe oferecem quentinhas.

MEDO

Após o terceiro assassinato de pessoa em situação de rua em apenas uma semana em Juazeiro, o jovem se diz receoso sobre o que pode acontecer com ele caso continue dormindo na rua. E dá um recado: pede para que os motoristas que trafegam pelo cruzamento que não tenham medo de pessoas como ele. “Estou apenas trabalhando”, ele diz.

O rapaz deseja sair do vicio do crack. Custando R$ 10,00 uma pedra da droga, ele gasta em torno de R$ 3,5 mil por mês, uma quantia com a qual poderia levar uma vida tranquila, longe dos perigos que as ruas oferecem.

EFEITOS DA DROGA

O ultimo levantamento do Governo Federal feito em 2015 mostrou que no Brasil pelo menos 370 mil pessoas usam crack regularmente. O mesmo levantamento apontou que um em cada 9 usuários rouba para sustentar o vício.

Quem usa a droga geralmente relata que o vício não vale a pena, o crack, além de ser claramente nocivo à saúde, também afasta o usuário da família, do trabalho e das atividades sociais regulares, sendo este totalmente dependente da droga.

Se o leitor conhece alguém ou alguma instituição que possa auxiliar o Léo a iniciar um tratamento, mande-nos um e-mail para felipeazevedo28@gmail.com ou uma mensagem via Whatsapp para o número 99695-6349.

Confira a matéria transmitida ao vivo nesta manhã:

Por Felipe Azevedo/Agência Miséria
Com Parceria Site Miséria.com.br

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