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Julho terminou com sete homicídios em Juazeiro e o ano é 9% menos violento
7 de agosto de 2019 às 08:46
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Com sete homicídios em cinco diferentes bairros, o mês de julho teve três homicídios a mais ou 75% superior na comparação com junho, mas se constituindo no terceiro menos violento do ano até aqui em se tratando da matança em Juazeiro do Norte. Já no comparativo com julho de 2018 a situação é a mesma, porquanto o sétimo mês do ano passado teve igualmente quatro assassinatos ou três a menos.

Segundo levantamento feito pelo Site Miséria, em julho, os bairros onde houve o registro de homicídios foram João Cabral e Triângulo com dois cada e os demais na Betolandia, Centro e Franciscanos. No acumulado do ano o bairro João Cabral assumiu a liderança como o mais violento estando, agora, com sete homicídios ou 14% da matança em Juazeiro.

Os sete primeiros meses de 2019 tornam o ano menos violento já que, em 2018, eram 55 homicídios contra 50 este ano ou cinco a menos representando uma queda na ordem de 9% na violência. Foram nove homicídios em janeiro, oito em fevereiro, a mesma quantidade em março, dez em abril, quatro em maio, quatro em junho e sete em julho. Eis a relação dos homicídios registrados no decorrer do mês passado em Juazeiro:

Dia 02 – José Miguel Filho, de 63 anos, que residia na Rua Socorro Norões Mota (Triângulo), foi morto a golpes de faca não muito distante de sua casa. O crime aconteceu na Rua José Bezerra da Silva daquele bairro em cuja via mora o acusado Emerson da Silva, de 39 anos, que discutiu com a vítima e disse ter sido ameaçado de morte ao se apresentar na delegacia.

Dia 04 – Leandro de Lima Viera, de 26 anos, o “Leozinho” que residia na Rua 31 de Março (Triângulo), foi morto a tiros numa intervenção policial após a prática de uma série de assaltos. O fato aconteceu na Rua Perpétua Carneiro da Cunha (João Cabral) e o seu comparsa Rikatylo Jeferson Souza Dantas, de 26 anos, que mora na Avenida Nossa Senhora Aparecida (João Cabral), se feriu ao cair da moto. Dois revólveres foram apreendidos com eles e vários celulares roubados.

Dia 11 – José Penha dos Santos, de 48 anos, o “Zé Motoca”, que residia na Rua Cícero Rodrigues Nogueira (Betolandia), foi morto a tiros por dois homens numa moto sentado numa cadeira de balanço na calçada de uma casa na Rua Maria dos Santos Rodrigues daquele bairro. Ele não tinha passagens pela polícia a exemplo de Cícero Regilânio Pereira dos Santos, morador daquela rua, lesionado com tiros nas costas.

Dia 14 – Francimildo Rodrigues Duarte, de 41 anos, que residia na Avenida Paraíba (João Cabral), foi morto a facadas perto de sua casa por um desconhecido com quem discutiu. Ele era cozinheiro da Penitenciária Industrial e Regional do Cariri (PIRC) e respondia procedimento por ameaça e outro que tramitava em segredo de justiça na Comarca de Juazeiro.

Dia 16 – Samuel Júnior Ferreira Matias, de 23 anos, que residia na Rua Francisca Leila Boaventura (Triângulo), foi morto a tiros por dois homens numa moto e o pai dele, Neveton Matias de Souza, de 53 anos, saiu baleado na perna. Samuel respondia por crimes de furto, violência doméstica, porte de arma e crime de trânsito.

Dia 24 – Cícero do Nascimento, de 50 anos, o “Ciço Carroceiro”, que era morador de rua e apelidado, também, por “Missão Velha”, foi morto a pedradas após discussão com outro morador de rua na Rua Padre Cícero ao lado da Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores no Centro de Juazeiro. Ele respondia por crimes de furtos e violência doméstica.

Dia 28 – Guilherme Carlos Vieira de Queiroz, de 17 anos, o “Pingo” que residia no bairro Pirajá, foi morto a tiros na Praça dos Ourives (Franciscanos) durante show após a 18ª Parada do Orgulho LGBTI. Ele era acusado de furtos, roubos e lesões e suspeito de envolvimento em dois homicídios em Juazeiro.

Por Demontier Tenório
Com Parceria Site Miséria.com.br

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