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Justiça determina que líder de organização criminosa no Ceará continue preso em Juazeiro
28 de setembro de 2017 às 08:33

O pedido de liberdade para Jemicyê Elvis Guimarães Carneiro, conhecido como “Cyê”, que se encontra preso na Penitenciária Industrial Regional do Cariri desde o dia 14 de junho por ordem da 1ª Vara Criminal da Comarca de Juazeiro do Norte, foi negado pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará. Considerado de alta periculosidade, ele é acusado de liderar organização criminosa e ser um dos principais fornecedores de drogas no Ceará.

O mesmo responde por crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, formação de quadrilha, falsidade ideológica e resistência à prisão em Icó, além de assaltos contra o Bradesco e agência lotérica em Parambu integrando um bando com outras 14 pessoas. Já na 1ª Vara Criminal da Comarca de Juazeiro responde Ação Penal por tráfico de drogas por meio de inquérito policial ali protocolado que indiciou mais nove pessoas.

No dia 1º de março de 2011, na localidade denominada Cajá Gordo em Icó, “Cye” trocou tiros com policiais do Ceará e Maranhão, saiu ferido e terminou preso com outros três comparsas. A polícia impediu um plano de sequestro da quadrilha interestadual contra o gerente do Banco do Brasil de Orós com o objetivo de assaltar a agência. Se o sequestro não desse certo, o plano previa a invasão a agencia para destruir caixas com maçaricos e granadas.

Ao negar a liberdade do acusado nesta quarta-feira, o desembargador do Tribunal de Justiça do Ceará, Mário Parente Teófilo Neto, destacou a relevância de “Cye” na organização criminosa investigada e a necessidade da garantia da ordem pública. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Ceará, ele passou a ser investigado em virtude da operação “Cadeia de Comando” por meio de interceptações telefônicas, realizadas de outubro de 2016 a maio deste ano.

A polícia descobriu que ele era um dos principais fornecedores de drogas do Ceará e mantinha relação com traficantes de outros estados, além de responsável pela aquisição, guarda e revenda de armas de fogo. Ao propor sua liberdade a defesa do acusado alegou ausência de fundamentação no decreto preventivo e que possui família e residência fixa em Icó, apresenta bom comportamento e sua filha mais nova tem problemas de saúde. Todavia, o Tribunal negou o pedido de liberdade.

Por Demontier Tenório
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