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Líderes do PCC que estavam no Ceará podem ter sido mortos pelos próprios seguranças por ordem de “Marcola”
20 de fevereiro de 2018 às 17:07
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Usando nomes de “laranjas”, os chefões do PCC que se instalaram no Ceará desde o ano passado conseguiram comprar imóveis e veículos de luxo sem levantar qualquer tipo de suspeita para a Polícia local. Por onde passavam, deixavam a marca da ostentação. No condomínio de luxo onde moravam, em Aquiraz, os vizinhos afirmam que estão com muito medo de ações violentas do crime organizado.

Várias informações chegam à Polícia à todo momento acerca do crime e da vida que levavam no Ceará os traficantes de drogas Rogério Jeremias de Simone, o “Gegê do Mangue”; e Fabiano Alves de Sousa, o “Paca”.

Uma delas revela que os matadores dos dois homens fortes do PCC podem ter sido seus próprios seguranças, bandidos armados que davam proteção aos criminosos e seus familiares durante 24 horas, mas, ao mesmo tempo, vigiavam as atividades deles por ordem do “número um” da facção, o narcotraficante Marcos Herbas Camacho, o “Marcola”.

Outra informação importante colhida pela Polícia nas últimas horas revelam que o helicóptero no qual teriam embarcado os assassinos teria também transportado as vítimas até a Reserva Indígena em Aquiraz, onde foi praticado o crime, o que descarta a primeira hipótese de que eles estariam escondidos naquela comunidade rural. Na verdade, moravam no Condomínio Alphaville, formado por imóveis de alto padrão.

Revistados

A Polícia também sabe que, além dos imóveis em Aquiraz, os bandidos também compraram apartamentos de luxo no bairro Cocó, na zona nobre da cidade, e uma mansão de veraneio na Praia do Uruaú, em Beberibe, no Litoral Leste do estado (a 74Km de Fortaleza).

Todos os imóveis utilizados pelos criminosos estão sendo revistados e interditados pela Polícia Civil através da Delegacia de Combate às Ações do Crime Organizado (Draco), com o apoio da Força-Tarefa do Ministério da Justiça que veio de Brasília para auxiliar as autoridades locais nas investigações sobre as facções.

A Polícia já ouviu os familiares dos mortos antes de liberá-los para deixar Fortaleza e enterrá-los em São Paulo. O trabalho agora se concentra em levantamento de pistas e na identificação das pessoas que foram usadas como “laranjas” para a aquisição ou aluguel dos imóveis e compra dos automóveis de luxo que os criminosos usavam.

Com Informação Fernando Ribeiro

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