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Médico acusado de estuprar pacientes em Uruburetama tem pedido de liberdade negado
10 de setembro de 2019 às 11:32
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O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) negou, por 2 votos a 1, o pedido de liberdade do médico José Hilson de Paiva, 70 anos, prefeito afastado de Uruburetama acusado de abusar sexualmente de pacientes durante consultas médicas. Os desembargadores José Tarcílio Souza da Silva e Marlúcia de Araújo Bezerra votaram contra a liberdade do médico; o magistrado Francisco Lincoln Araújo e Silva, que também é o relator do caso, votou a favor. 

O advogado da defesa de Hilson, Leandro Vasques, diz que respeita a mudança de posição da 3ª Câmara Criminal e garantiu que vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça. “Respeitamos a mudança de posição na votação da colenda 3ª Câmara Criminal, que por dois votos a um revela a ausência de consenso quanto à necessidade da prisão do paciente Hilson Paiva e iremos recorrer ao Superior Tribunal de Justiça após a publicação da decisão no Diário da Justiça”.

José Hilson é acusado pelo crime de estupro de vulnerável. Conforme denúncia do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), ele filmava as consultas médicas e abusava sexualmente das pacientes. Mais de 60 vídeos mostram cenas dos abusos praticados contra, pelo menos, 23 mulheres diferentes. Os crimes aconteciam desde a década de 1980, na cidade de Cruz, Interior do Ceará. Ele está preso desde o dia 19 julho, depois de ser afastado da Prefeitura de Uruburetama e impedido de exercer a profissão de médico pelo Conselho Federal de Medicina. 

Diário do Nordeste

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