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Morte de jovem por bala “perdida” fica sem resposta da Secretaria da Segurança Pública
6 de junho de 2018 às 16:16
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Morte de Wellington completa um mês sem que autoridades tenham esclarecido o caso

Caso Wellington 1

Trajetória do tiro: a bala furou o porta-malas, transfixou os bancos e atingiu as costas da vítima

Um mês após a morte do supervisor de uma empresa prestadora de serviços de call center, Wellington Matias de Sousa, 33 anos, as autoridades da Segurança Pública não esclareceram ainda o crime. O rapaz foi atingido por uma bala perdida no momento em que policiais militares e bandidos trocavam tiros em meio a uma perseguição em plena Avenida José Bastos, no bairro Demócrito Rocha, na manhã do dia 6 de maio.

A família de Wellington aguarda uma resposta das autoridades sobre de onde partiu o tiro que atingiu o carro do rapaz, perfurou o porta-malas e os bancos traseiro e dianteiro e o atingiram nas costas. Wellington ainda chegou a ser socorrido por uma equipe do Samu, foi levado de ambulância para o Instituto Doutor José Frota (IJF-Centro), mas lá morreu horas depois.

Um dia após o crime, o atual secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, delegado federal André Costa, informou para a Imprensa que seria aberta uma investigação sobre o caso e que a Perícia Forense iria elaborar o laudo para o esclarecimento do episódio. Até agora, porém, a família da vítima está sem respostas.

Tiro fatal

Wellington dirigia seu veículo pela Avenida José Bastos e ao para em um semáforo, próximo a um posto de combustíveis, foi surpreendido com bandidos fugindo da Polícia em um carro roubado. Uma patrulha trocava tiros com os assaltantes desde as ruas do bairro Montese. Em meio ao tiroteio, uma bala disparada por trás do carro do guiador o atingiu pelas costa causando sua morte.

Cumprindo uma recente portaria baixada pelo secretário da Segurança Pública, que contraria o que determina o Código de Processo Penal (CPP), os policiais cearenses estão desobrigados de apresentar à autoridade policial as armas de fogo que utilizam quando de confrontos com suspeitos e mesmo quando neles ocorrem as denominadas “Morte Por Intervenção Policial”.

Assim, os PMs que se envolveram no confronto com os assaltantes na manhã do dia 6 de maio último (resultando na morte de um cidadão) , não entregaram à Polícia Civil nem à Perícia Forense do Ceará (Pefoce) e nem à Controladoria Geral de Disciplina (CGD) as armas da Corporação que eles usavam no dia em que trocaram tiros com os assaltantes. Já a arma que estava em poder de um dos assaltantes – que acabou também morto no tiroteio – foi apreendida pelas autoridades.

Com Informação Fernando Ribeiro

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