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Mulher acusada do roubo de cargas em Juazeiro continuará presa por decisão judicial
22 de novembro de 2017 às 05:45

O Tribunal de Justiça do Ceará decidiu que Maria Ivaneide Alves Rodrigues, de 37 anos, residente na Rua Farias Brito (João Cabral) em Juazeiro do Norte, vai continuar presa. Ela é acusada de integrar um grupo criminoso com envolvimento em roubos de cargas em Juazeiro e estados vizinhos ao Ceará. A decisão partiu da 1ª Câmara Criminal do TJ e teve como relatora a desembargadora Maria Edna Martins para quem o fato dela possuir condições pessoais favoráveis, residência fixa e profissão definida, não implica na revogação de sua prisão.

Ivaneide foi presa no último dia 31 de maio juntamente com outra mulher, um homem e uma adolescente após um dia inteiro de investigações feitas por policiais civis da 20ª Delegacia Regional de Juazeiro descobriram o paradeiro de uma carga roubada em Petrolina (PE). A mercadoria foi avaliada em cerca de R$ 100 mil e dezenas de caixas com peças de motos e bicicletas, além de grande quantidade de pneus de motocicletas foram recolhidas em seis viaturas.

O desfecho da operação se deu numa casa em construção perto do Fórum de Juazeiro com os seus diversos cômodos repletos de mercadorias, além de uma moto Honda Titan de cor vermelha e placa NVF-7746, inscrição de Juazeiro, roubada, um revólver calibre 38 e boa quantidade de substâncias entorpecentes. Além dela, foram levados para a delegacia Natanael Muniz Santos, de 28 anos, que mora na Rua Joaquim da Rocha (Pirajá), Maria Edilanea da Silva, de 30 anos, residente na Avenida Padre Nestor Sampaio (Lagoa Seca) e a filha desta última de 17 anos.

Segundo o Delegado Regional, Juliano Marcula, Edilanea disse, na época, que a droga e a arma eram de Ivaneide. O grupo negou envolvimento com assaltos, mas não soube explicar como a mercadoria foi parar em poder deles. As peças e pneus pertencem a uma empresa de Feira de Santana (BA), cujos donos vieram à Juazeiro. O delegado os autuou em flagrante para responderem por crimes de receptação, tráfico de drogas, associação para o tráfico, posse de arma de fogo e corrupção de menor.

De acordo com Doutor Juliano, Natanael e Ivaneide já tinham passagens pela polícia por crimes de furto e receptação. Após receber o Inquérito Policial, o Ministério Público do Ceará denunciou a associação criminosa liderada por Natanael Muniz. Recentemente, a defesa de Ivaneide impetrou pedido de revogação da prisão sob o argumento de não haver elementos concretos que justificassem a manutenção, mas teve o pedido indeferido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Juazeiro.

Por isso, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça alegando que a ré é primária, possui residência fixa e atividade laboral, motivos pelos quais estaria sofrendo constrangimento ilegal em razão da prisão por violação ao princípio da presunção de inocência. Entretanto, o pedido foi negado pela 1ª Câmara Criminal ante a argumentação que a prisão preventiva está bem fundamentada, porque fincada em circunstâncias concretas constantes nos autos, a fim de justificar a finalidade consistente na garantia da ordem pública.

Por Demontier Tenório
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