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Operação desarticula quadrilha especializada em roubos de cargas
4 de junho de 2017 às 04:56

Cinco mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão foram cumpridos contra pessoas investigadas por envolvimento em roubo de veículos de cargas, após a deflagração da Operação Carga Pesada, na manhã deste sábado (3), no Grande Bom Jardim. Há vinculação do grupo detido com cerca de 20 ocorrências de roubo, sendo estimado um prejuízo causado aos Correios em torno de R$ 500 mil.

Os mandados foram expedidos pela 11º Vara Federal da Seção Judiciária de Fortaleza/CE e 2º Cara Criminal de Caucaia e cumpridos por equipes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar. No total, foram destacados 104 policiais para a operação.

De acordo com informações disponibilizadas pela assessoria de comunicação da Polícia Federal, a investigação foi iniciada em julho de 2016, após o setor de inteligência da PRF trazer uma notícia-crime sobre um grupo que estaria atuando contra os veículos. Em agosto, foram presos seis integrantes da mesma quadrilha, na Operação Doodle, quando os mesmos se preparavam para realizar ataques a um veículo dos Correios, em Caucaia.

As investigações constataram que boa parte dos caminhões roubados eram veículos pertencentes aos Correios. O Ministério Público Estadual, através do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), realizou a coleta de provas e compartilhou as informações com a Polícia Federal.

A nota divulgada pela assessoria da PF também acrescenta que o grupo costumava abordar veículos de cargas nas rodovias de acesso a Fortaleza, “sempre com o uso de arma de fogo e emprego de violência contra as vítimas”. Após a abordagem, o grupo conduzia os condutores e o veículo até um local deserto, realizava a subtração da carga e liberava o motorista. De acordo com as autoridades envolvidas na operação, os principais locais onde o grupo atuava era na BR-222 e nas CEs. A escolha pelos veículos dos Correios se dava pela grande quantidade de eletroeletrônicos que os veículos traziam.

Há suspeitas que o mesmo grupo preso também tenha participado da explosão a agência bancária no município de Miraíma, na última quinta-feira (1). Segundo o delegado Francisco Martins, da Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio (Delepat), o grupo pode ter atuado em outros ataques. “Com a coleta de vestígios e perfis genéticos, nós podemos chegar a novas ações. Noção de explosão de caixas ele têm, tanto que levaram o dinheiro”, afirma.

Durante as buscas, foram apreendidos cerca de R$ 50 mil em espécie, além de três veículos roubados, armas e cerca de 2kg de maconha. De acordo com a PF, o grupo responderá por roubo qualificado, receptação e organização criminosa, com pena de reclusão superior a 22 anos. Segundo as autoridades, não houve resistência por parte dos detidos na hora da abordagem. Todos já possuíam antecedentes criminais, sendo que três dos componentes do grupo já responderam por homicídio.

Diário do Nordeste

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