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PM é gravemente ferido a tiros durante operação desastrosa de agentes da Controladoria Geral de Disciplina
21 de agosto de 2019 às 07:06
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PM baleado

Momento em que o militar chega ao IJF transportado numa ambulância do Samu

Cabo baleado 10

O cabo PM Gomes, baleado pelos colegas de farda agora corre o risco de ficar paraplégico

Continua internado em estado grave no Instituto Doutor José Frota (IJF-Centro),em Fortaleza, um policial militar baleado, na noite desta quarta-feira (20), por agentes da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD). O fato ocorreu na zona Oeste da Capital. De acordo com a CGD, o PM estava sendo investigado pela prática de extorsão e teria reagido numa abordagem dos colegas de farda que estavam à paisana e em um carro descaracterizado e com placas oficiosas.

O cabo PM Francisco Thiago Gomes da Silva, destacado na 1ª Companhia do 15º Batalhão Policial Militar (15ºBPM/Eusébio), foi baleado no momento em que se encontrava nas proximidades da Avenida Coronel Matos Dourado, no bairro Antônio Bezerra. Ferido, foi socorrido para o “Frotinha” e, devido à gravidade de seu estado de saúde, transferido em uma ambulância do Samu para o IJF. Atingido com, pelo menos, quatro tiros nas costas, o cabo corre o risco de ficar paraplégico.

Em Nota Oficial à Imprensa, ainda na noite passada, a CGD informou que, no momento da abordagem ao PM este estava com uma arma apontada para a cabeça da pessoa que seria a vítima da tentativa de extorsão. 

Polêmica

O incidente gerou uma repercussão nas redes sociais e levantou novamente a polêmica em torno da legalidade dos atos praticados pela Controladoria. Há duas semanas, o deputado federal, Capitão Wagner (PROS), entregou nas mãos do governador do Ceará, Camilo Santana (PT), um documento formalizando a proposta de extinção do órgão.

E ainda sobre o incidente, foram questionados vários lances da operação, entre eles, a atitude de um oficial superior da PM e que hoje está à disposição da CGD. Ele teria ordenado que todas as patrulhas que atenderam à ocorrência se retirassem do local por a própria CGD iria apurar o que aconteceu.

Além disso, não foi feita perícia no local do incidente, nem explicado a razão dos agentes estarem trafegando num carro descaracterizado, um Corolla prata.

Com Informações Fernando Ribeiro

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