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Polícia busca conselheiro tutelar suspeito de abusar de meninas
26 de julho de 2019 às 08:00
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Violentadas por quem deveria garantir a integridade e a dignidade. Duas adolescentes de 13 e 14 anos, do município de Choró, no Sertão Central, a cerca de 170 km de Fortaleza, teriam sido abusadas sexualmente por um conselheiro tutelar com o dobro da idade delas, por quase um ano. Jonatas Vieira Alves, de 28 anos, está foragido da Justiça após ter o pedido de prisão preventiva decretado pela Comarca da cidade, na última semana.

Segundo o titular da Delegacia Regional de Quixadá, Ícaro Gomes Coelho, Jonatas abusou sexualmente da menina de 13 anos, que era exatamente de quem ele deveria cuidar e se encontrava em situação de vulnerabilidade. A irmã de 14 anos nega ter sido violentada, apesar de a irmã afirmar que o abuso ocorreu também.

“Os encontros ocorriam em diversos locais. Ela (a de 13 anos) me narrou que aconteceram algumas vezes – não soube me dizer quantas, mas que foram muitas – na casa dele, outras no próprio Conselho Tutelar”, declara.

Casado, Jonatas foi eleito no fim de 2015, em quinto lugar no pleito, para assumir um posto no colegiado até janeiro de 2020. O envolvimento com as garotas teria começado no ano passado, quando as duas procuraram ajuda do Conselho para denunciar negligências dos pais. Após a aproximação, o homem e as garotas começaram a manter contatos via rede social, incluindo conversas “de cunho sexual”, segundo o delegado.

A denúncia pegou os colegas de trabalho de surpresa. De acordo com o presidente da Associação dos Conselheiros, ex-Conselheiros Tutelares e Suplentes do Estado do Ceará (Acontesce), Eulógio Neto, Jonatas foi descrito pelos outros representantes como uma pessoa “pacata, humilde e fora de suspeitas”. As conselheiras que atenderam à família junto com ele disseram não perceber qualquer aproximação dele enquanto estavam presentes.

Procurado

Em fevereiro deste ano, o pai das meninas procurou a Polícia com fotos das conversas, obtidas num computador do Conselho. O acusado negou, conforme o delegado, mas caiu em contradição. “Ele disse que só acessava (as conversas) via celular, mas encontramos no computador diversos acessos pelo perfil dele. Ou seja, ele queria apagar o que tinha conversado”, conclui.

“Ainda que fosse ela quem o procurasse, como a menina tinha 13 anos, isso não interfere no crime de estupro de vulnerável porque a presunção absoluta é de vulnerabilidade da vítima. Em relação à irmã de 14, restou comprovada a existência de conversas de cunho sexual que levam a outro tipo penal, que é favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual”, explica o delegado.

Jonatas Vieira Alves não tinha antecedentes criminais. Equipes da Polícia Civil realizaram buscas mas, até o fechamento desta edição, ele permanecia foragido.

Diário do Nordeste

Por Agência Miséria
Com parceria Site Miséria.com.br

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