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Polícia caça advogada e sargento da PM acusados de envolvimento com traficantes do PCC no Ceará
16 de dezembro de 2017 às 10:32
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Advogada Alexandrina Cabral foi denunciada pelo MPE e desapareceu de Fortaleza

A advogada cearense  Alexandrina Cabral  Pessoa, 36 anos, e seu companheiro, o sargento da Polícia Milita, Dickson Ferguson Soares de França, estão sendo procurados pela Polícia e pelo Ministério Público Estadual. Os dois fazem parte de uma lista de 14 pessoas denunciadas por envolvimento com o tráfico de drogas praticado por uma quadrilha que seria ligada à facção PCC.

Os dois foram investigados durante dois anos e meio pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Ações do Crime Organizado (Gaeco) e tiveram o sigilo telefônico quebrado. A escuta autorizada judicialmente revelou que o casal estaria associado a traficantes de drogas em Caucaia, Fortaleza e Maracanaú,  e praticando o crime de embaraço às investigações em crimes envolvendo organizações criminosas.

Além disso, segundo investigação do Ministério Público, em parceria com os traficantes e chefes de quadrilhas ligadas ao PCC, Leandro de Sousa Teixeira Francisco Márcio Teixeira Perdigão (também seqüestrador e assaltante de bancos), o casal teria subornado o delegado de Polícia Civil, Francisco Enéas Barreira Maia, com uma propina de R$ 20 mil, em abril do ano passado, para beneficiar um traficante preso. O delegado também foi investigado e denunciado criminalmente.

Desapareceu

O resultado da investigação desaguou na “Operação Saratoga”, realizada nesta quinta-feira (14). O casal teve prisão preventiva decretada pelo juiz Magno Gomes de Oliveira, titular da 2ª Vara Criminal da Comarca de Caucaia, mas não foi encontrado durante as diligências realizadas por policiais e promotores de Justiça.  A advogada desapareceu da cidade antes do cumprimento do mandado de busca e apreensão em sua residência, na cidade dos Funcionários, em Fortaleza.

O sargento Dickson Ferguson Soares França já tinha antecedentes criminais. Ainda como soldado, foi preso em abril de 2015 de posse de um carro roubado  (e placa clonada) e a quantia de R$ 5 mil, juntamente com mais dois PMs. Os três foram flagrados por policiais da Delegacia de Assuntos Internos (DAÍ) da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos da Segurança Pública e do Sistema Penitenciário (CGD).

A prisão de Dickson e dos dois colegas de farda ocorreu na Praça do Conjunto Polar. Na época foi revelado que eles já estavam sendo monitorados pela Controladoria. A acusação era de que estariam apreendendo carros de criminosos e exigindo dinheiro para liberá-los.

Com Informação Fernando Ribeiro

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