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PRE leva à Delegacia de Crato quatro homens que estariam parando veículos na Ponta da Serra
16 de agosto de 2017 às 06:13

Militares da Polícia Rodoviária Estadual (PRE) estiveram no Distrito de Ponta da Serra na zona rural de Crato por volta das 21 horas desta segunda-feira quando levaram quatro homens para a 19ª Delegacia Regional de Polícia Civil. Os PMs tinham sido informados que os mesmos estavam armados e parando veículos na rodovia estadual. Houve até denúncias de tentativa de extorsão o que não foi confirmado. Eles usam fardamento parecido com os de agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), coletes e coturnos semelhantes aos da PM.

Os militares recolheram com os homens uma carabina de pressão, um revólver calibre 38 com seis cartuchos intactos, rádios HT e uma faca. O delegado plantonista, Flávio Santos, autuou Zely Vitoriano de Oliveira, de 45 anos, residente em Crato, por porte ilegal de arma de fogo o qual foi liberado após pagar fiança. O Inquérito será presidido pelo Delegado de Polícia Civil, Luiz Eduardo, e este quer informações sobre o IBDVAMA (Instituto Brasileiro do Direito a Vida dos Animais e Meio Ambiente).

Os homens ficaram de apresentar documentos relacionados com essa instituição, pois garantiram existir Lei que trata sobre o assunto e terão que provar que está agindo dentro da legalidade. Já o delegado quer saber a competência, a missão e a função deles que ostentam no rodapé do distintivo: Lei Federal 9.605/98. A sede do IBDVAMA fica situada na Avenida Duque de Caxias, 675 (Bairro Pinto Madeira) em Crato.

Em setembro de 2010 houve uma prisão em Juazeiro por conta do uso indevido do Brasão da República nas carteiras do instituto. Inclusive, identificação como policiais quando o próprio diretor-presidente na época, Francisco Pereira da Silva, terminou autuado em flagrante na Delegacia de Polícia Federal. Ele esteve na Delegacia da PF de Juazeiro acompanhado de outros três companheiros.

Vários documentos foram recolhidos para averiguações diante das informações de que a entidade também sobrevive de doações. Durante algum tempo o Instituto funcionou como Sociedade Protetora dos Animais (SPA) e passou a atuar de forma mais abrangente com a mudança no nome, porém com missão educativa e jamais policial como chegaram a ostentar nas carteiras.

Por Demontier Tenório
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