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Presídio no Ceará: Presos da CPPL IV estariam planejando uma rebelião
10 de fevereiro de 2017 às 09:14

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Homens do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) e agentes penitenciários entraram na Casa de Privação Provisória de Liberdade Agente Elias Alves da Silva (CPPL IV), na manhã de ontem para fazer uma vistoria e, consequentemente, impediram uma rebelião que seria colocada em prática na unidade, conforme o Conselho Penitenciário do Estado (Copen). Os grupos especializados, formados por cerca de 50 homens, estiveram no local e encontraram uma grande quantidade de comida estocada.

O material é levado pelos parentes em dias de visita e, segundo Cláudio Justa, presidente do Copen, foi necessário pedir o apoio do Batalhão de Choque para uma revista geral na unidade, pois os presos “estavam se articulando para realizar alguma ação violenta e para tanto iniciaram uma suposta greve de fome”. Os internos não estavam recebendo a alimentação que era fornecida pelo Estado”.

Na vistoria geral, de acordo com Justa, os agentes encontraram nas celas muitos alimentos armazenados “demonstrando com isso que, de fato, estavam se preparando para uma grande ação que certamente culminaria em muita violência”.

Por sua vez, a Sejus informou que os internos da CPPL IV entraram em greve de fome por dois dias. A reivindicação era por mais agilidade na entrada das visitas e por aumento no fornecimento de água.

A Pasta informou ainda, que em outra vistoria na Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor José Jucá Neto (CPPL III) 87 celulares foram apreendidos, na manhã de ontem. Além dos celulares, foram apreendidos 60 chips. Na última segunda (6), foram apreendidos 175 celulares na mesma unidade prisional. A vistoria foi realizada por agentes penitenciários e policiais militares. Na última terça, uma vistoria foi realizada na CPPL IV 37 e foram localizados celulares e quase um quilo de droga.

Inspeção

O presidente do Copen afirmou que “não foi greve, foi uma tentativa de rebelião”. Justa disse ainda que membros do Conselho Penitenciário, da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará (OAB-CE) irão fazer uma inspeção conjunta no Complexo Penitenciário de Itaitinga.

A medida tem como objetivo conversar com os internos e avaliar a situação. “Entendemos que devemos acompanhar mais de perto esses procedimentos. Afinal, o Estado está utilizando o seu extremo de força (Batalhão de Choque) dentro das unidades prisionais. Vigilância é importante para não se ultrapassar a fronteira da legalidade”, salientou.

A Sejus informou que a entrada de PMs nas unidades prisionais ocorre sempre que é necessário para dar suporte ao trabalho dos agentes penitenciários.

Fonte: Diário do Nordeste

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