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Presos se rebelam em duas unidades do Complexo Penitenciário de Itaitinga
16 de outubro de 2018 às 06:03
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Tropas da Companhia de Controle de Distúrbios Civis (CDC), do Comando Tático Motorizado (Cotam), da Ronda Ostensiva com Cães (Roca/Canil) e do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), todos pertencentes ao Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), realizam nesta manhã de terça-feira (16) uma varredura em dois presídios do Complexo Penitenciário de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

As duas cadeias – o Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira 2/IPPOO 2; e a Unidade Prisional José Sobreira Amorim – foram palco de uma rebelião simultânea que começou na noite de ontem (15) e se estendeu até a madrugada de hoje.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 22 horas, quando as rebeliões simultâneas tiveram início. Os presos começaram a quebrar grades, portões e cadeados das celas e das galerias e, em seguida, passaram a montar barricadas de fogo nos corredores das carceragens e Vivências, queimando colchões, lençóis, roupas e outros objetos.

O motivo do motim generalizado não foi, ainda, esclarecido. Contudo, a suspeita é de que o levante tenha como objetivo um protesto diante de uma decisão tomada pela Secretaria da Justiça e da Cidadania (Sejus), no final da tarde de ontem, que suspendeu a visita de crianças e adolescentes a presos da Casa de Privação Provisória da Liberdade Cinco (a CPPL 5), também em Itaitinga. No fim de semana passado, a filha de um detento foi estuprada naquela unidade por outro presidiário.

Fogo e destruição

Imagens gravadas pelos próprios presos e postadas nas redes sociais mostram os momentos de tensão na Unidade Prisional José Sobreira Amorim no começo da rebelião da noite passada. Logo depois, também via aplicativo, um agente penitenciário relata que a “cadeia está quebrando” e que havia apenas três agentes para conter a rebelião. Eles tiveram que disparar tiros de balas de borracha (munição não letal) para conter os amotinados e poderem sair do local.

Fogo sendo colocado em colchões nas galerias e na entrada dos pavilhões também foi observado nos vídeos feitos pelos próprios internos.

A Sejus não se pronunciou sobre o assunto. Já a Polícia Militar garantiu que, apesar do clima tenso e da destruição, não houve fuga de presos. “O Batalhão de Choque permaneceu a noite inteira fazendo a guarda em volta dos presídios e o GAP (Grupo de Apoio Penitenciário) fez a primeira contenção dentro das unidades”, explicou um oficial da PM.

Na manhã desta terça-feira, um comboio de viaturas do Batalhão de Choque e ambulâncias foi visto seguido de Fortaleza em direção ao Complexo Penitenciário de Itaitinga através da BR-116.

Até o momento, não há informações sobre mortos ou feridos nos dois presídios.

Com Informação Fernando Ribeiro

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