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Suposto corretor de imóveis que presidiu o Guarani de Juazeiro volta a ser preso
30 de agosto de 2018 às 06:05
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Policiais civis da Delegacia Regional de Juazeiro do Norte voltaram a prender o suposto corretor de imóveis e ex-presidente do Guarani, Francisco Marcelino Santana Filho, o “Doutor Marcelo”. Por volta das 15 horas desta quarta-feira, eles cumpriram um Mandado de Prisão Preventiva por crimes contra a fé pública expedido ontem mesmo pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Juazeiro. A representação foi feita pela Delegada Wannini Rizzi a qual terminou atendida pelo poder judiciário.

O pedido se deu a partir das apurações no Inquérito Policial que ela presidiu voltando a indiciar o “Doutor Marcelo” por crime de falsificação de papeis públicos. Ele passou a noite na carceragem da Polícia Civil e, nesta quinta-feira, será transferido para a cadeia pública de Juazeiro de onde saiu recentemente. Ele foi preso pela primeira vez no dia 29 de agosto de 2014 quando a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão no seu escritório no centro de Juazeiro.

Na época, o mandado era assinado pela juíza da 1ª Vara da Comarca de Barbalha, Alexsandra Lacerda Batista Brito, com a finalidade de investigar suposta grilagem de terras e a venda ilegal de terrenos da CONCASA. Inclusive, a justiça determinou a suspensão de obras por parte dos que adquiriram terrenos da CONCASA junto a Marcelo Santana. Ele já foi policial militar e terminou novamente preso no dia 9 de outubro de 2017 a partir de uma representação da Delegada Cícera de Jesus.

Na madrugada do dia seguinte, Marcelo passou mal e foi socorrido a um hospital sob escolta policial. De acordo com a polícia, a segunda prisão foi por crimes de estelionato, falsificação de documentos públicos, grilagem de terras, associação criminosa e exercício ilegal da profissão. Segundo o Delegado Juliano Marcula, ele já vinha sendo investigado há algum tempo e, no seu escritório foi apreendido bastante material para averiguações.

Dentre os quais um equipamento para envelhecer papéis, várias máquinas de datilografias antigas e pastas com documentos falsos. De acordo com o Delegado, Marcelo praticava estelionato, junto com outras pessoas e até mediante crimes de ameaças. Além disso, um trabalho clandestino como corretor de imóveis que causou prejuízo de milhões em alguns municípios do Cariri. Ele nega as acusações e atribui ao que considera perseguição diante de um mercado imobiliário de alta competitividade.

Desde 2002 que a Comarca de Juazeiro recebe cartas precatórias para ouvir o mesmo, sendo oriundas da 5ª Vara da Justiça Federal de Fortaleza, de Comarcas do Rio Grande do Norte; de Barbalha e Caucaia (CE); de Inhumas (GO) e da Justiça Federal do Rio Grande do Norte. Ele responde ações de usucapião contra e a favor, bem como procedimentos de execuções de títulos e de reintegrações de posse contra si. Em outubro, a Delegada Cícera Araújo disse que a profissão dele é praticar crimes.

 

Com Parceria Site Miséria.com.br
Por Demontier Tenório

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