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Três acusados da morte da travesti Dandara estão soltos
26 de junho de 2017 às 06:42

Após quatro meses do assassinato da travesti Dandara dos Santos, 42, três acusados de participarem do crime continuam foragidos. O crime aconteceu no dia 15 de fevereiro último, mas ganhou visibilidade após a divulgação de um vídeo, que exibia detalhes da ação. Contudo, nem a repercussão internacional, gerada pela divulgação das imagens, foi suficiente para garantir a captura de todos os suspeitos.

Jonatha Willyan Sousa da Silva e Francisco Wellington Teles tiveram prisão preventiva expedida pelo Poder Judiciário, após a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE) ser recebida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza. Francisco Gabriel Sousa Reis, conhecido como “Didi”, também foi incluído na ação penal pelo aditamento, tendo, também, mandado de prisão expedido contra ele.

As investigações apontam que doze pessoas tenham participado do crime, sendo que cinco acusados estão presos e quatro menores de idade apreendidos. Estão detidos, atualmente, Francisco José Monteiro de Oliveira, Rafael Alves da Silva Paiva, Isaías da Silva Camurça, Júlio César da Braga Costa e Jean Victor Silva Oliveira.

Procurado pela reportagem, o promotor de Justiça Marcus Renan Palácio, responsável pelo Caso Dandara, confirmou que o trio segue foragido e que a demora no cumprimento da ordem judicial é preocupante. “Causa preocupação o fato de passados mais de noventa dias da decretação da prisão preventiva de três dos implicados, a Polícia não tenha conseguido dar cumprimento à respectiva ordem judicial. Essa inoperância compromete, a rigor, o prestígio e a credibilidade de todo o sistema de Justiça, concorrendo para o aumento da sensação de impunidade, seguramente uma das causas da crescente onda de violência que compromete o nosso Estado”, disse.

O promotor também salientou que o MP fez a requisição para que fossem suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, no caso dos três suspeitos, de acordo com regra prevista no artigo 366 do Código de Processo Penal (CPP). O artigo prevê a aplicação da suspensão caso o acusado, citado por edital, não compareça à Justiça e nem constitua advogado.

Um dos foragidos seria o responsável por gravar o vídeo do espancamento de Dandara. Após o fim da gravação, a travesti foi levada em um carrinho de mão para outra local, onde levou dois tiros no rosto.

Fonte: Diário do Nordeste

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