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Cabral condenado a mais 15 anos
20 de dezembro de 2017 às 06:46

Rio de Janeiro. A Justiça Federal do Rio condenou ontem, pela quarta vez o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral Filho (PMDB).

Na decisão, relativa à Operação Eficiência, Cabral foi sentenciado a mais 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro.

Somadas todas as condenações até agora, o peemedebista tem 87 anos de pena a cumprir.

O ex-governador do Rio responde ainda a outras 13 ações penais nas quais ainda não houve sentença.

As provas reunidas nas Operações Calicute e Eficiência do Ministério Público Federal (MPF) apontaram que Cabral e integrantes de seu suposto esquema de corrupção promoveram lavagem de ativos.

As operações ocorreram por meio de pagamento de despesas pessoais do ex-governador e seus familiares e movimentações ilícitas.

Na sentença, o juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, sustenta que Cabral é o principal idealizador do “audaz” esquema de lavagem de dinheiro que movimentou milhões no Brasil e no exterior.

Nova denúncia

Também ontem, Bretas aceitou nova denúncia contra Cabral.

Desta vez, o ex-governador é acusado pelo MPF de receber propina a partir de contratos da Fundação Departamento de Estradas e Rodagem do Rio de Janeiro (Funderj).

De acordo com a denúncia, de janeiro de 2007 a setembro de 2014, foram realizados aportes em favor da organização criminosa de Cabral, no montante de R$ 18 milhões. Segundo o MPF, o presidente da Funderj, Henrique Ribeiro, se valia de seu cargo para gerenciar propinas pagas por empresas contratadas.

Segundo a denúncia, um assessor de Ribeiro recolhia o montante, retirava um porcentual para ambos, e repassava para os operadores financeiros Carlos Miranda e Luiz Bezerra. Os dois entregavam os recursos a Cabral. O MPF aponta que Ribeiro era de confiança do então governador e de seu secretário de Governo, Wilson Carlos, “tendo inclusive sido indicado para o cargo de presidente da Fundação”.

Adriana Ancelmo

Na decisão de ontem, Bretas também condenou a ex-primeira dama Adriana Ancelmo a oito anos de reclusão, em regime semiaberto. Ela havia deixado a prisão de Benfica, na zona norte do Rio, na manhã de ontem. Adriana Ancelmo foi liberada graças a uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada na segunda-feira (18). Mendes substituiu a prisão preventiva de Adriana por prisão domiciliar. A ex-mulher de Sérgio Cabral (PMDB) foi presa em dezembro de 2016.

Diário do Nordeste

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