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Camilo volta atrás e deixa servidores preocupados
1 de novembro de 2016 às 12:38

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O governador Camilo Santana (PT) resolveu voltar atrás em uma decisão que seria adotada, por meio de Decreto, nos primeiros dias deste mês de novembro. Com ela, haveria a limitação do horário de funcionamento de órgãos da administração pública, autarquias e fundações. A medida seria para a contenção de gastos do Governo do Estado.

A desistência de reduzir os horários deve levar o Governo a estudar outras maneiras de economizar. O fato tem despertado nos servidores contratados, principalmente da Educação, a perspectiva de demissões em massa. O temor é colocado por servidores contratados que atuam no Cariri, mas que preferem não se identificar por medo de represálias.

No documento que vazou nas redes sociais, a medida passaria a vigorar a partir desta terça-feira, 1º de novembro, um dia depois do segundo turno das eleições municipais. Segundo o decreto, os servidores teriam os horários reduzidos em média duas horas, de segunda à sexta-feira.

Os servidores com contrato de 20 horas semanais deveriam trabalhar das 12h às 18h, como já acontece. Já os servidores com 30 horas, ficariam das 12h às 16h. O novo horário deveria vigorar até 30 de julho de 2017.

A informação foi revelada inicialmente pelo programa Ceará News, na coluna política “Conexão Brasília-Ceará”, no dia 26, na Rede Plus FM. Segundo o colunista, jornalista Donizete Arruda, sem recursos, Camilo fazia uma tentativa de reduzir os gastos da máquina pública para “assegurar a continuidade dos atendimentos à população e preservar os empregos, bem como assegurar a regularidade dos pagamentos aos servidores públicos estaduais”.

Nas redes sociais, a informação acabou ganhando repercussão negativa, fazendo com que o Governo, já no dia 28, publicasse uma nota assinada pelo comando do Palácio da Abolição desmentindo a decisão. Segundo a nota, o documento não tinha autoria do Governo e continha informações inverídicas.

Com a nota, o Governo manteve os horários de funcionamento dos órgãos, mas ainda deve procurar uma forma de diminuir os gastos. Alguns servidores que falaram sobre o assunto, temem que nos próximos dias o Estado demita grande parte dos contratados.

Carga horária

Segundo o documento, os servidores com carga horária de 40h/semanais deveriam cumprir às duas horas diárias restantes com atividades “dentro ou fora das dependências dos órgãos, realizando atividades relacionadas às atribuições” ou “ficando de sobreaviso à disposição da administração pública”.

Fonte: Jornal do Cariri

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