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Exemplo: Prefeito que só sabe assinar o nome aplicou 37% do orçamento na Educação
9 de novembro de 2016 às 13:14

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Antônio Ramos da Silva, de 69 anos, foi prefeito, presidente da câmara municipal e acaba de se reeleger vereador de Quixaba, cidade do sertão pernambucano com 7 mil habitantes. Ele não esconde: é analfabeto.

“Quando eu era criança, meu pai precisava dos filhos trabalhando na roça e não me deixou estudar”.

Pela lei, os analfabetos não podem se eleger. Silva pôde tornar-se político por saber copiar palavras e assinar o nome, o que bastou para a Justiça Eleitoral. Ele sempre teve assessores de confiança para ajudar na leitura dos documentos. Para Silva, os analfabetos deveriam ter o direito de ser votados:

“Tem muito doutor por aí que não tem nem a metade da minha honestidade”. Silva se elegeu prefeito em 1992. Até então, a cidade só tinha escolas caindo aos pedaços e professoras sem diploma. Tudo mudou. A educação chegou a receber 37% do orçamento municipal, acima do piso constitucional de 25%.

“Fiz tanto pela educação porque sempre senti na pele o quanto ela faz falta”, afirmou.

 

AGÊNCIA SENADO

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