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Justiça liberta acusados de tráfico internacional de drogas
19 de setembro de 2016 às 10:27

20160919061051_3120_capaHá um ano a Polícia Federal deflagrava uma das maiores operações de combate ao tráfico internacional de entorpecentes no Estado. Na ocasião, 26 pessoas foram presas e outra já estava detida. Todas eram acusadas de integrar uma das maiores organizações de narcotraficantes com atuação em cinco países e ramificações no Ceará e Rio Grande do Norte. Um ano depois, dos 27 presos 11 estão em liberdade e 16 continuam presos. Em decisão do começo deste mês, quatro homens acusados de integrar a quadrilha foram soltos pela Justiça Federal do Ceará.

Neste mês, após a conclusão da fase de instrução do processo (depoimentos de testemunhas e réus), o Ministério Público Federal (MPF) analisou a situação dos acusados e emitiu parecer favorável à soltura de oito dos acusados e à manutenção da prisão de nove réus, dentre eles, os líderes da organização e integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

No entanto, o juiz Danilo Fontenelle Sampaio somente determinou liberdade de Paulo Henrique Ferreira dos Santos, João Paulo Carlos, Gerciano Gley Pereira Marques e Roniery Tavares de Souza. Eles foram postos em liberdade mediante medidas cautelares, como comparecer a cada 15 dias à Secretaria da 11ª Vara Federal, não ausentar-se da Comarca de Fortaleza e estão proibidos de se comunicar por qualquer meio com outros réus do processo ou testemunhas até a publicação da sentença.

Paulo Henrique, conforme a investigação da Polícia Federal, seria integrante da organização com ligações estreitas com o delator do esquema e membro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Lindoberto Silva de Castro. Henrique seria responsável por recolher os valores para repasse aos fornecedores internacionais e ainda atuaria como ponte entre os núcleos criminosos. Ele seria responsável, de acordo com as investigações, como empresário, comprando e vendendo veículos.

Já Roniery Tavares teria papel importante no esquema criminosa agindo na revenda e entrega de produtos químicos desviados de empresas para os traficantes. Ele também responde por processos na Justiça Estadual do Ceará por crimes de tráfico de drogas e tentativa de homicídio.

Conforme as investigações, João Paulo Carlos seria braço operacional de George Gustavo, um dos líderes da organização criminosa, na cidade de Mossoró, no Estado do Rio Grande do Norte. Gerciano Gley também seria braço operacional de George Gustavo.

Negado

Apesar do parecer favorável do MP para revogação da prisão preventiva de Adriano Rodrigues dos Santos, Roberto Oliveira de Sousa, Marlene Alves da Silva e Ivan Carmo de Brito, o juiz decidiu por manter todos presos até que uma nova análise seja feita quanto a cada um dos réus. Com relação a Roberto Sousa, o magistrado afirmou “que mesmo após a prisão em 24 de outubro de 2013 na posse de 92Kg de cocaína, teria prosseguido as atividades do tráfico de drogas em coautoria com demais denunciados, exercendo seu mister na organização criminosa, mesmo encarcerado”, destacou.

Marlene Alves e Adriano Rodrigues já foram condenados em outro processo da Justiça Federal por tráfico de drogas. Marlene a oito anos de reclusão e Adriano a seis. Já Ivan do Carmo, irmão de outro líder de núcleo da organização, Cícero de Brito, também está recolhido em Presídio Federal em Rondônia e responde a vários processos como de homicídio qualificado, porte ilegal de arma e uso de documento falso.

Além disso, Ivan do Carmo teria sido apontado em interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça por envolvimento em uma teia de corrupção de policiais civis e militares, que está sendo investigado pela Polícia Federal.

Fonte: Diário do Nordeste

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