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Luiz Antônio Lima surge forte como candidato de oposição na OAB e promete o resgate da entidade
5 de setembro de 2018 às 12:31
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Advogado 400

Lima denuncia que a OAB atualmente é uma “secretaria” do governo do estado, subserviente aos poderes públicos e que não atua verdadeiramente na defesa da socieidade e dos advogados cearenses

O advogado Luiz Antônio Lima, fundador e presidente do “Parlamento da Cidadania”, entidade que atua na defesa da sociedade cearense, é um dos fortes postulantes à presidência da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção Ceará (OAB-CE), nas próximas eleições. Sua candidatura nasceu de forma espontânea através de um grupo de advogados que busca o resgate da instituição e a real defesa da classe. “São 20 anos em prol da sociedade cearense e agora surge a oportunidade de lançarmos uma chapa de autêntica oposição, verdadeiramente, a favor dos advogados cearenses”, ressalta.

Com 23 anos de advocacia, Luiz Antônio tem muitos outros serviços prestados ao povo cearense, entre eles, a criação do “Troca-Troca de livros”, que anualmente ajuda milhares de pais na hora da compra dos livros dos filhos a cada início de ano letivo.

No campo da advocacia, Luiz Antônio vem fazendo um trabalho que já dura 20 anos na oposição à direção local da OAB. “Vamos lutar pela independência da Ordem. Infelizmente, hoje a OAB-Ceará virou uma secretaria do Governo do Estado e também está submissa e atrelada ao governo federal, ao governo do estado, à Prefeitura de Fortaleza, Assembleia Legislativa, Câmara Municipal e ao Tribunal de Justiça. Esse atrelamento tem sido danoso. Nossa OAB hoje está de joelhos diante dos poderes públicos”, dispara.

Submissão

O candidato cita como exemplo da omissão da entidade o silencia diante da violência que devasta o Ceará, onde a atual diretoria, por ser atrelada e submissa ao governo, se cala diante da onda da criminalidade que aflige a população cearense. “”Essa falta de independência torna a OAB do Ceará subserviente ao governo”, diz, se referindo também ao projeto do Tribunal de Justiça que recebeu o aval do governador e foi aprovado pela Assembleia resultando no fechamento de dezenas de Comarcas da Justiça no Interior.

Luiz Antônio apontada também o fechamento de unidades dos Juizados Especiais, Cíveis e Criminais em Fortaleza, que vinham prestado um importante atendimento à população no encaminhamento e julgamento de demandas judiciais. Se fosse um órgão independente e não fosse atrelada ao governo e ao Tribunal de Justiça, teria (a Ordem) impetrado ações civis para impedir que essas medidas fossem concretizadas e que causaram só prejuízos para a população cearense”.

Ele critica a falta de transparência da atual diretoria da OAB na prestação de contas, indicações políticas para a composição de comissões que não funcionam, a falta de posição firme da entidade na defesa de seus associados, no combate à morosidade da Justiça cearense (apontada como a de pior produtividade no País) e na questão da carência de juízes, principalmente, nas comarcas interioranas.

Com Informação Fernando Ribeiro

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