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Lula é levado para depor na Polícia Federal em nova fase da Lava-Jato
4 de março de 2016 às 09:21

imageLula foi alvo de mandado de busca e apreensão e de condução coercitiva. A ação também ocorre na residência do filho dele, Fábio Luíz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e no Instituto Lula

A Polícia Federal realiza na manhã desta sexta-feira (4) a 24ª fase da Operação Lava-Jato no prédio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu filho Fábio Luíz Lula da Silva> -também conhecido como Lulinha. Essa fase da operação foi batizada de Aletheia.  Lula foi alvo de mandado de busca e apreensão e de condução coercitiva (quando o investigado é levado para depor). Os carros da PF chegaram às 6h à rua, em São Bernardo. Quatro carros entraram na garagem do prédio e cerca de dez agentes ficaram na portaria.

São investigados crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros, relacionados à Petrobras. A determinação da busca e apreensão é do juiz Sergio Moro, de Curitiba.

Na casa de Lulinha, em Moema, dois carros da PF e um da Receita Federal são usados na diligência. Os agentes chegaram ao prédio dele às 6h e não falaram com a imprensa.

Há também agentes da PF no Instituto Lula, no bairro Ipiranga, e na Odebrecht, na marginal Pinheiros. Há mandados para Atibaia e Guarujá, onde estão sítio e tríplex, respectivamente, além de Santo André e Manduri.

“Aletheia”, é uma referência a uma expressão grega que significa “busca da verdade”

Delcídio

A ação é realizada um dia após ser revelado um acordo de delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS). O parlamentar revelou que Lula mandou comprar o silêncio de Nestor Cerveró e de outras testemunhas.

Detalhes do acordo foram veiculados pelo site da revista “IstoÉ”, que publicou reportagem com trechos dos termos de delação. A informação de que Delcídio fechou acordo de delação premiada foi confirmada à Folha por pessoas próximas às investigações da Lava-Jato.

O senador também diz que Dilma Rousseff usou sua influência para evitar a punição de empreiteiros, ao nomear o ministro Marcelo Navarro para o STJ. O ministro Teori Zavascki, do STF, decidirá se homologa ou não a delação.

Fonde Diário do Nordeste

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