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Saiba como votaram os parlamentares do Ceará na cassação de Cunha
13 de setembro de 2016 às 08:00

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A Câmara dos Deputados cassou o mandato de Eduardo Cunha na noite dessa segunda-feira. A votação teve início com atraso e terminou com 450 votos a 10 e teve a ajuda de quase 100% dos parlamentares cearense.

Dos 22 deputados do Estado 21 votaram a favor da cassação e houve uma ausência. Além da ausência da cearense, tiveram nove parlamentares se abstendo de votar.

O processo durou quase um ano. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) já havia renunciado à presidência da Casa. O plenário entendeu que Cunha mentiu em depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras, em maio de 2015, ao afirmar que não possuía contas no exterior.

Ele negou as acusações e disse que as contas estão no nome de um trust. Por conta da cassação, ele fica inelegível até 2027.

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Os cearenses que votaram:

Adail Carneiro (PP); André Figueiredo (PDT); Arnon Bezerra (PTB); Cabo Sabino (PR); Chico Lopes (PCdoB); Danilo Forte (PSB); Domingos Neto (PSD); Genecias Noronha (SD); José Airton Cirilo (PT); José Guimarães (PT); Leônidas Cristino (PDT); Luizianne Lins (PT) Macedo (PP); Mauro Benevides (PMDB) Moroni Torgan (DEM); Moses Rodrigues (PMDB); Odorico Monteiro (PROS) Raimundo Gomes de Matos (PSDB); Ronaldo Martins (PRB); Vicente Arruda (PDT) e Vitor Valim (PMDB). A deputada do Partido Republicano, Gorete Pereira não compareceu a sessão.

Os dez deputados que votaram contra a cassação de Cunha foram:

Carlos Marun (PMDB-MS); Paulo Pereira da Silva (SD-SP); Marco Feliciano (PSC-SP); Carlos Andrade (PHS-RR); Jozi Araújo (PTN-AP); Júlia Marinho (PSC-PA); Wellington (PR-PB); Arthur Lira (PP-AL); João Carlos Bacelar (PR-BA); Dâmina Pereira (PSL-MG).
Os nove deputados que se abstiveram foram:

Laerte Bessa (PR-DF); Rôney Nemer (PP-DF); Alfredo Kaefer (PSL-PR); Nelson Meurer (PP-PR); Alberto Filho (PMDB-MA); André Moura (PSC-SE); Delegado Edson Moreira (PR-MG); Mauro Lopes (PMDB-MG); Saraiva Felipe (PMDB-MG).

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Com a decisão do plenário, Cunha, atualmente com 57 anos, fica inelegível por oito anos a partir do fim do mandato. Com isso, está proibido de disputar eleições até 2026. Assim, ele só poderá se candidatar novamente aos 67 anos.

Além disso, perderá o “foro privilegiado”, que consiste no direito de ser processado e julgado somente no Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, os inquéritos e ações que responde na Operação Lava Jato deverão ser enviados para a primeira instância da Justiça Federal.

Caberá ao próprio STF definir se esses inquéritos e ações serão enviados para o juiz Sérgio Moro, que conduz a Lava Jato no Paraná, ou para outro estado onde possam ter ocorrido os supostos crimes imputados ao agora ex-deputado.

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