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É praticamente impossível para os médicos rejeitarem o aborto, denuncia enfermeira
1 de Fevereiro de 2018 às 12:42
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Durante a Marcha pela Vida em Paris, realizada no dia 21 de janeiro, houve numerosos testemunhos a favor da vida, como o de Madeleine, uma enfermeira francesa que assinalou que, embora a lei lhes permita rechaçar o aborto, as pressões impedem que os profissionais da área da saúde se recusem a praticá-lo.

Madeleine é uma enfermeira francesa que participou da Marcha pela Vida em Paris (França) e, em declarações ao Grupo ACI, explicou como vê o aborto na perspectiva de uma professional da área da saúde.

“Vejo o que acontece nas salas de cirurgia. Vejo a realidade do aborto a partir da visão de um médico e é traumatizante ver o corpo de uma criança em uma caixa de plástico no laboratório, em vez de estar nos braços dos seus pais. É algo traumático para a equipe médica”, assegurou.

Além disso, indicou que “ninguém estudou enfermagem ou medicina para ver isso. Estudamos a nossa carreira para proteger a vida, para aliviá-la, acompanhá-la”.

Nesse sentido, Madeleine destacou a “falta de liberdade dos profissionais médicos” ante a legislação francesa atual.

“Acho terrível o fato de que não sejamos livres em nosso atos quando somos responsáveis por eles. Se eu não concordo com algo, deveria ter o direito de não fazê-lo”, declarou a enfermeira ao Grupo ACI.

“Temos tanta pressão externa que, embora a lei nos permita negar, realmente sentimos a pressão e nos sentimos obrigados a fazer coisas que não queremos”, explicou e insistiu que entre a equipe médica existe uma “vontade de proteger a vida contra a violência e a morte”.

A enfermeira também fez um apelo aos seus colegas de trabalho: “Isso não deve ser um tabu. Temos que estar de acordo com nós mesmos e com as nossas ações”.

Por isso, incentivou os seus colegas da área da saúde a serem capazes de dizer “eu não quero fazer isso, é horrível”. “Eu não julgo ninguém, é claro que não julgo essas mulheres, gostaria de abraçá-las. Também não julgo a equipe médica que não concorda comigo, mas eu não quero carregar esse peso (do aborto)”.

(ACI)

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