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Escritor envia carta ao Vaticano questionando punições ao Padre Cícero; leia
1 de dezembro de 2016 às 07:04

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O escritor José Pereira Gondim enviou carta ao Vaticano, endereçada a pessoa do Cardeal Gerhard Müller. Na correspondência, Gondim questiona as punições sofridas pelo Padim. Nesta quarta-feira, 30, de novembro de 2016 completam 146 anos de ordenação sacerdotal do Santo Popular do Nordeste. O site Miséria recebeu do escritor uma cópia da carta enviada e reproduz na íntegra. Leia!

PUNIÇÕES JUSTAS E JUSTIFICADAS, CARDEAL GERHARD MÜLLER?

Meus caros amigos encetar uma campanha aberta sem interesse promocional, político ou pecuniário, com passeatas ou procissões na Rua cobrando da Igreja a reabilitação do Padre Cícero é difícil, todavia, jamais imaginei que isso fosse impossível em Juazeiro do Norte, a Cidade por si fundada, que atualmente conta com 274 mil habitantes, a grande maioria se dizendo devedora de favores ou graças alcançadas por sua intercessão.

Nesses termos, levar ao conhecimento público ou denunciar a intolerância da Igreja na condução dessa punição, ou seja, celebra missas e dar vivas calorosos a esse sacerdote, inclusive taxando de notícia maravilhosa a apresentação da garrafinha d´água com o formato da estátua do Padim, que foi anunciada no próprio altar, durante a missa em homenagem ao Padim celebrada no dia 20/10/2016 e o manter condenado através de penas justas e justificadas, conforme declarou o cardeal e Prefeito da Santa Congregação Gerhard Müller, só mesmo na arrogância dessa Entidade, explorando a inocência e a boa vontade do povo bom, manso e esperançoso no que não devia.

Eu posso afirmar que tentei fazer isso, e durante 15 meses, dezesseis procissões, oito blitz e três carreatas, todavia, presenciei a derrocada dessa iniciativa, uma vez que a trajetória desse “bom combate” não teve a mínima repercussão entre a população da cidade que se diz 100% devota do Padre Cícero e foi boicotada de véspera.

A Cidade, salvo um melhor juízo gosta mesmo é de Simpósios, Congressos, Workshops sobre essa condenação, onde as pessoas se reúnem em ambientes fechados, refrigerados, com farta distribuição de cafezinho, biscoitos e água mineral gelada deleitando-se em ouvir discursos empolgados, de especialistas no assunto, inclusive personagens vindos do exterior, e que geralmente terminam com a “falinha” do bispo diocesano, ou outro representante mais graduado da Igreja, que sob calorosos abraços e efusivos aplausos, talvez informe que outra comissão será incumbida de analisar esses castigos, nos próximos 200 anos.

Galileu Galilei e Joana D’Arc são exemplos vívidos dessa sistemática, pois condenados pela Igreja tiveram suas penas transformadas num pedido de desculpas ou perdão, 300 ou 489 anos depois, duma reprovação balizada pelo histerismo. Essa tem sido a praxe, que os apologistas da Igreja tentam ignorar, pois, concordar com a realidade que clama por justiça e pede socorro, “nem pensar”! Geralmente no encerramento desses trabalhos toda produção do evento será digitada em folhas de papel de ótima qualidade e encadernada em pastas de luxo, que serão distribuídas entre os presentes e fatalmente terminarão nas estantes particulares ou públicas e direcionadas à pesquisa, pois, indubitavelmente são registros históricos, e, nada mais do que isso.

Entretanto, ao invés do Congresso e afins, uma única manifestação de Rua desses acadêmicos, contando com quinhentas ou mil pessoas, inexoravelmente terminaria na mídia do Sudeste, na imprensa internacional e no Vaticano, pode acreditar. Como exemplo eu poderia lembrar, que a promessa do presidente Temer em vetar a isenção de caixa 2 e outras manobras e atrocidades pretendidas pelo Congresso e os corruptos, não foi feita em face dos olhos azuis ou da negritude da pele do povo brasileiro, mas, simplesmente pressionado pelas prometidas manifestações de Rua, no próximo dia 04 de Dezembro, pois sem pressão a “carruagem” não anda; essa a verdade.

Eu posso morrer hoje ou amanhã, mas, deixo a certeza de que tentei e posso afirmar com conhecimento de causa, que é bem difícil, senão impossível, pois as pessoas têm medo, sim senhor! Pra vocês terem uma idéia, o temor das pessoas, em desgostar o padre, o vigário, o bispo era e é imenso, afora a sua formação religiosa trazida de berço, senão vejamos. Por ocasião das fotos, as pessoas pediam pra não aparecer, a fim de não desgostar A e B, conforme se nota na fotografia acima (eu seguro a faixa, mas, não me deixe aparecer, por favor).

Nas procissões ocorreu um caso, em que a pessoa veio com uma roupa diferente, bizarra, de chapéu, de óculos escuros e com uma camada grossa de protetor solar no rosto, talvez pra não ser reconhecida. Esse veio parecido com um super-herói ou o visconde de Sabugosa, do Sítio do Pica-pau amarelo! Algumas das pessoas que participavam na procissão de um mês, não mais apareciam no outro, pois eram pressionadas por familiares, ou até por “vultos” conhecidos da Cidade, a abandonar o movimento.

No auge das procissões (se é que a gente pode dizer que houve auge), uma freira, a irmã Anette, me atacou com virulência (eu já publiquei esse ataque dezenas de vezes na minha página, inclusive o registrei em Cartório e transformei num boletim, que foi distribuído ao público, numa das nossas procissões, que lhe despertou a ira, o ódio), pois ela acha que toda iniciativa tem de partir dela e de modo a não se pressionar a Igreja! Isso é estranho, pra não se dizer, é o cúmulo! Pra que vocês tenham uma ideia, o dono dos carros de som me falou que recebeu pressão (?), e tinha outros compromissos e temia perder clientela e assim não mais participou.

Meus caros amigos foram quinze meses de dificuldades, que deixou bem claro, que ninguém na Cidade está ligando pra isso, pois o Padre Cícero, infelizmente é a “galinha dos ovos de ouro da Igreja (me desculpem essa comparação chula, mas, que também foi utilizada pelo padre Mário de Oliveira, em Portugal, chamando a atenção do povo para os milagres [?] de Fátima), um modismo, uma grife, uma franquia, senão, uma maneira de se ganhar dinheiro (vejam a garrafa d´água, cuja apresentação foi feita pelo bispo, dom Pastana, no altar da missa, como se esse fosse um balcão de propaganda, de negócios) e de se promover pessoas astutas, forasteiros e outras figuras que nem conheciam ou ligavam bulhufas para o Padim, mas, hoje são experts ou “paladinos” de sua reabilitação daqui a mais 489 anos, como ocorreu com Joana D´Arc, jovem heroína francesa de 19 anos de idade que foi queimada viva numa fogueira, a fim de ´apascentar´ a perversidade de pessoas totalmente loucas e fanatizadas por uma religião!

A Igreja afirma, através do cardeal Gerhard Müller, em carta remetida ao bispado do Crato/CE (em 25 de Outubro de 2014), que as punições ao Padre Cícero através do tribunal do Santo Ofício (um órgão da Igreja) são justas s justificadas, daí não haver condição de se falar em reabilitação!

·         Que faltas tão graves serão essas senhor cardeal Gerhard Müller?
·         O que o Padre Cícero fez de tão errado, senhor cardeal Gerhard Müller, que os senhores o mantém condenado e ao mesmo tempo dão-lhes vivas efusivos e celebram missas em honra de sua memória?

·         No seu conceito, senhor cardeal Gerhard Müller, isso não é estranho? Isso não cheira a oportunismo senhor cardeal Gerhard Müller? Isso merece explicações, ou o povo não tem direito a verdade, cardeal?

Diariamente, por todo mundo a Igreja fala de amor e perdão (parece-me que na casa e na vida dos outros), pois os ensinamentos de Jesus nesse sentido estão proibidos de chegar até a memória do Padim, um religioso imperdoável, um sacerdote a margem da misericórdia e do perdão propalados pela Igreja!

·         Que faltas tão graves serão essas senhor cardeal Gerhard Müller?

Sem mais comentários! Acorda macho! Desperta fanático! AMÉM!

Por João Boaventura Neto
Com Parceria Site Miséria.com.br

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