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Líder religioso é condenado a 10 anos
20 de dezembro de 2017 às 06:50
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O líder religioso Paulo Amorim, preso no dia 8 de março de 2017, sob a suspeita de se aproveitar de sua posição em um grupo católico para atrair e estuprar jovens, foi condenado, ontem, a 10 anos de prisão. Conforme a decisão da juíza Maria Ilna Lima de Castro, da 12ª Vara Criminal, Amorim não poderá recorrer na sentença em liberdade.

A condenação é referente ao processo em que as vítimas são adolescentes. Em paralelo, tramita outro processo relacionado às vítimas adultas. A conduta de Amorim foi descoberta pela Polícia Civil, após o recebimento de três denúncias. Durante as investigações, foi elucidado que o réu realizava reuniões na Paróquia São Vicente de Paulo, no bairro Dionísio Torres e atraía as jovens que participavam do grupo para a casa dele, onde as dopava e abusava sexualmente delas.

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No dia da prisão do suspeito, a Polícia Civil informou que os atos já eram cometidos há cerca de sete anos. Os depoimentos das vítimas revelaram que já havia um costume das jovens dormirem na casa do líder religioso. Paulo Amorim recomendava o local como um ‘refúgio’ para meninas e meninos, que estivessem passando dificuldades dentro da própria família. O estuprador era, inclusive, chamado de ‘papi’ por algumas das vítimas.

As testemunhas teriam afirmado aos policiais que era permitido dormir com “roupas mais à vontade para adotarem o local como uma espécie de segundo lar”. Durante a madrugada ele dizia que as escutava tossindo e oferecia remédios que, na verdade, acabava por dopá-las.

A esposa do réu negou ter envolvimento com os fatos e disse desconhecer que o marido estuprasse jovens na residência do casal. Para a mulher, a acusação partiu de pessoas que estavam incomodadas com o trabalho dele à frente do grupo católico.

Diário do Nordeste

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