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Vaticano nega que Papa tenha enviado advogado para visitar Lula
13 de junho de 2018 às 06:48
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O Vaticano esclareceu hoje (12) que o papa Francisco não tem relação com o advogado argentino Juan Grabois, que tentou visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão.

Grabois, fundador do Movimento dos Trabalhadores Excluídos e ex-consultor do Pontifício Conselho Justiça e Paz, tentou visitar ontem (11) Lula na prisão em Curitiba, mas não foi autorizado pela Polícia Federal (PF).

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Vários veículos de imprensa e redes sociais do PT haviam dito que Grabois era um representante do Papa que entregaria um terço a Lula em nome do Pontífice.

Mas, de acordo com uma nota publicada pelo site Vatican News, Grabois fez a visita a “título pessoal”, e o terço não foi enviado pelo papa Francisco, apenas “abençoado”.

“Em mérito às notícias circuladas sobre o suposto envio de um Terço pelo Papa Francisco ao ex-presidente Lula, esclarecemos que o advogado argentino Juan Grabois, fundador do Movimento dos trabalhadores excluídos e ex-consultor do Pontifício Conselho Justiça e Paz, tentou fazer uma visita – a título PESSOAL – ao ex-presidente, tendo após a tentativa infrutífera, concedido uma entrevista diante do prédio da Polícia Federal em Curitiba. Na entrevista – e nos ativemos a ela – EM NENHUM MOMENTO Grabois afirmou que o Terço foi enviado pelo Santo Padre, mas apenas “ABENÇOADO” pelo Papa”, diz a nota.

Em sua página oficial, o Instituto Lula descreveu Grabois como “emissário do papa Francisco para assuntos de Justiça e Paz”, e disse que ele pretendia levar ao ex-presidente um terço mandado pelo próprio Pontífice. Segundo a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Vatican News representa a comunicação da Santa Sé.

A CNBB, por sua vez, também disse desconhecer o envio do terço pelo Papa ao ex-presidente.

Preso desde 7 de abril, Lula pode receber visitas para ajuda espiritual toda segunda-feira, mas o advogado argentino foi barrado pela Polícia Federal por não ter função religiosa. O Pontifício Conselho Justiça e Paz, do qual o advogado fazia parte, foi extinto em 2017 pelo Vaticano.

 

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