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Estudantes do Ceará desenvolvem robô para auxiliar crianças com deficiência
10 de dezembro de 2019 às 03:21
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Transformando ensinamentos adquiridos em sala de aula em instrumentos práticos de inclusão, estudantes de Pacatuba, Região Metropolitana de Fortaleza, desenvolveram um micro robô colaborativo de baixos custo e consumo de energia, que poderá ser usado para ajudar na locomoção de crianças portadoras de deficiência física e autistas.

Os estudantes de Automação Industrial João Vitor de Lima Sousa, de 18 anos, e Ana Jully Teófilo de Sousa, de 18 anos, criaram o ‘Pakacthuba’, protótipo controlado por smartphone via conexão Bluetooth que percebe a distância entre o usuário e obstáculos físicos no local, ajudando a locomoção de quem tem dificuldades.

“Quando decidimos criar algo, o objetivo era ajudar as crianças que têm deficiência, além de promover isso de uma forma divertida para que tivesse a leveza de uma brincadeira”, explica João Victor. Ele e Ana Jully estudam na Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) Raimundo Célio Rodrigues, e desenvolveram o robô durante estágio supervisionado no Núcleo de Tecnologia e Qualidade Industrial do Ceará (Nutec).

O equipamento foi construído ao custo de R$ 237,80, mas segundo os estudantes, há a expectativa de deixá-lo ainda mais barato, utilizando materiais reciclados na confecção.

“Pakacthuba”

O micro robô possui uma rede de sensores ultrassônicos que percebem a distância entre o usuário e seus obstáculos. O “Pakacthuba” saiu do papel por meio de uma impressora 3D e é controlado através de aplicativo instalado em um smartphone. Além disso, por se tratar de um dispositivo de comunicação Bluetooth, permite que o comando remoto em uma distância de até 10 metros seja realizado por meio de uma rede sem fio.

Para testar a criação inovadora, no dia 29 de novembro, os dois estudantes apresentaram o mini robô em escolas públicas de Pacatuba. “A gente queria ver como o projeto ia ser abraçado pelas crianças, como elas iam reagir, se iam gostar. O resultado foi super positivo e elas amaram”, lembra Jully Teófilo, orgulhosa dos frutos que o trabalho desenvolvido vem gerando.

Capacitação

O estágio supervisionado dos alunos teve início em agosto deste ano, no Centro de Referência em Automação e Robótica (Centauro) do Nutec. O engenheiro Renato Cândido Zimmermann foi o responsável por supervisionar o projeto. Para isso, foi montado um Plano Participativo de Trabalho de estágio dentro das iniciativas estaduais e regionais do órgão para a Revolução 4.0 da Indústria. A ação é intitulada “Geração do Conhecimento 5.0”.

A Escola Raimundo Célio Rodrigues já possui formação profissional para atuar em segmentos industriais, como indústrias siderúrgicas, energia, celulose, automobilística, etc, portanto, logo se adequou à ação, que busca capacitar estudantes em atividades de manufatura aditiva com tecnologia de impressão tridimensional, robótica colaborativa industrial, inteligência artificial, visão computacional e internet das coisas.

Fonte: Diário do Nordeste

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