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Rede social: Facebook desativa ferramenta que causava exclusão racial em anúncios
1 de dezembro de 2017 às 13:00

Uma polêmica recente envolvendo o Facebook revelou que a companhia permite que anunciantes definam seu público-alvo pela raça ou ainda exclua pessoas inseridas em determinados grupos raciais. Nesta quarta-feira (29), poucos dias depois de o escândalo ter eclodido, a companhia disse ter removido a opção de forma temporária para conduzir uma investigação sobre o quanto é fácil fazer essa discriminação.

A denúncia, que partiu da agência de notícias ProPublica, também revelou que diversas empresas estavam utilizando a ferramenta para divulgar anúncios direcionados apenas a brancos.

A situação ficou ainda mais complicada para a empresa de Mark Zuckerberg não só por ferir direitos antidiscriminatórios, mas também porque a empresa já havia sido notificada do problema em outubro de 2016, ou seja, mais de um ano se passou e nada foi feito. Em fevereiro, no entanto, o Facebook afirmou ter desenvolvido ferramentas que detectam e desativam automaticamente o uso da etnia para fins de marketing.

Como funciona

O sistema de anúncios do Facebook não permite a exclusão de raças de forma explícita e não é obrigatório que o usuário preencha informações de raça. Porém, existe um sistema de afinidade étnica que gera subgrupos de pessoas definindo a quais raças e grupos culturais elas pertencem, de acordo com seus comportamentos dentro e fora da plataforma.

Como defesa, o Facebook diz que o sistema já ajudou a prevenir abusos raciais. “Nossos salva-vidas, que incluem revisores humanos e sistemas de aprendizado de máquina, reportam com sucesso milhões de anúncios, melhorando a sua efetividade com o tempo”, comentou a vice-presidente de gerenciamento de produtos da empresa, Ami Vora.

O Facebook deve desligar a funcionalidade a partir desta sexta-feira (01) para estudar sobre o problema não só relacionado à etnia, mas também a grupos religiosos e LGBT.

Terra

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