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Novo procedimento: Redução de estômago sem corte terá primeira cirurgia no Ceará
2 de agosto de 2017 às 06:40

O Hospital São Mateus realizará, nesta quarta-feira (2) os primeiros métodos de Gastroplastia Endoscópica, uma redução de estômago por endoscopia. O Ceará será o primeiro estado do Nordeste a realizar a ação.

O procedimento será conduzido por Helmut Poti com supervisão de Manoel Galvão Neto, responsável por implantar a técnica no mundo, e realizado por um aparelho acoplado ao endoscópio e dispensa a necessidade de cortes com duração entre 40 e 50 minutos.

A operação é menos invasiva e mais rápida, quando comparada à cirurgia bariátrica, e reduz o tempo de recuperação do paciente, que é liberado em pouco mais de uma hora após o procedimento.

De acordo com Poti, essa técnica foi criada há quatro anos, porém, apenas em dezembro de 2016 houve a liberação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo ele, o Ceará será pioneiro no Norte-Nordeste. Atualmente apenas Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo realizaram este procedimento no Brasil.

“Até o momento, o resultado com esses primeiros pacientes foram mais que satisfatórios. Alguns deles, conseguiram voltar ao trabalho após dois dias de realização da redução”, ressalta.

Nesta inovação, o risco de deficiência de absorção de nutrientes é quase nulo, pois é um método restritivo que não interfere diretamente na absorção.

São poucas contraindicações. A recomendação é a partir de 12 anos com autorização dos pais, com maior precisão para níveis de obesidade grau I e II.

Os planos de saúde ainda não realizam o método que é feito de forma particular.

Obesidade

De acordo com o Ministério da Saúde, um em cada cinco brasileiros está obeso. Fortaleza ocupa o sexto maior índice nacional, tendo 56,5% da população com sobrepeso.

“A obesidade é uma doença progressiva, incurável e crônica. Sem cura, mas com controle. É válido lembrar que apenas a cirurgia não vai resolver a doença. É um processo multidisciplinar, que anda de mãos dadas com uma boa alimentação e outras indicações médicas”, declara o médico.

Ele ainda enfatiza que hoje, a obesidade é considerada até, a doença do século. “Ela pode gerar problemas cardiovasculares, renais, hepáticos, articulares, psicológicas, entre outros”, explica.

O levantamento ainda apontou que a população obesa no Brasil passou de 11,8%, em 2006, para 18,9% em 2016. E o excesso de peso também cresceu 26,3%.

Em 2006, 42,6% dos entrevistados foram considerados com excesso de peso. No ano passado, esse índice foi de 53,8%.

O cálculo da obesidade e o excesso de peso é feito a partir do Índice de Massa Corporal (IMC), que divide o peso pela altura ao quadrado do indivíduo. Índices iguais ou maiores que 25 são considerados como excesso de peso e maiores de 30 kg/m2, obesidade.

Fonte: Diário do Nordeste

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