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Operação Carne Fraca: Laudos de produtos recolhidos não indicam risco ao consumo, diz Blairo Maggi
28 de março de 2017 às 06:56

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou nesta segunda-feira (27) que o ministério recolheu 174 amostras dos 21 frigoríficos investigados na Operação Carne Fraca e que até agora nenhum laudo constatou risco para os consumidores.

“Temos 12 laudos que já temos confirmação e, desses, 12 nenhum apresenta qualquer perigo ao consumo humano”, disse o ministro Blairo Maggi em coletiva de imprensa.

Segundo o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luís Eduardo Rangel, as mercadorias das seis unidades interditadas de cinco empresas estão recolhidas e não podem ser vendidas. O ministério fará análise dessas mercadorias e a venda só será liberada com laudo indicando que não há problema com os produtos.

Das três unidades cuja interdição foi anunciada nesta segunda-feira, uma trabalha com farinha de osso, uma com lácteos e outra com produtos embutidos. Segundo o ministro, um dos problemas encontrados no frigorífico Souza Ramos, que produz salsinha, foi percentual de amido de milho maior que o permitido.

No frigorifico Fabrica de Farinha de Carne Castro, que produz farinha usada para fabricar ração, foi verificada mercadoria fora do prazo, e o frigorífico SSPMA foi interditado por dificultar a fiscalização, informou Maggi.

“Quando o fiscal chegou lá não havia ninguém para recebê-lo. Eles fecharam a planta e ninguém ficou para atender o fiscal”, disse. O SSPMA produz leite e produtos de leite.

Nesta segunda-feira, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça, determinou recall das carnes da empresa Peccin. Na sexta (24), a secretaria já havia determinado a retirada dos supermercados das carnes produzidas na unidade da Peccin de Curitiba-PR (SIF 2155); da unidade de Colombo-PR, da Souza Ramos (SIF 4040). e da unidade de Balsa Nova-PR, da Transmeat (SIF 2155).

Antes de conceder a entrevista, Maggi se reuniu com os 27 superintendentes do ministério nos estados e no Distrito Federal – destes, informou, dez são indicações políticas e 17 servidores de carreira.

O que dizem as empresas

O dono da Farinha de Carnes Castro, Valdemar Lima de Castro, disse que identificou nove cabeças de gado fora dos padrões exigidos pelo Ministério da Agricultura em seu frigorífico, o que causou a interdição.

Segundo ele, porém, a culpa é da empresa que lhe forneceu as peças, cujo nome não foi revelado. Castro disse que o problema verificado na empresa é “muito pequeno” e não deveria causar uma interdição. Para ele, uma notificação ou uma multa seriam suficientes.

Castro afirmou que já está tomando as providências para que o frigorífico seja reaberto e para que o problema não se repita.

A Industria de Laticínios SSPMA Ltda informou que “é reconhecida por produzir há mais de 20 anos produtos de qualidade no mercado brasileiro de queijos”. A empresa alega perseguição e diz que a interdição “não se justifica.”

“No ano passado, infelizmente, [o SSPMA] passou a ser perseguido de forma abusiva e arbitrária por fiscais inescrupulosos. A interdição não se justifica, pois nossa produção atende a todas as certificações e padrões de qualidade e segurança de alimentos, absolutamente dentro dos padrões exigidos pela legislação”, informou em nota

“A Empresa tem certeza que tudo isso será demonstrado durante as investigações e pede o rápido esclarecimento dos fatos”, completou.

Fonte: G1

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