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Ex-Corinthians tenta recomeço na Itália após deixar Juventus: ´Agora posso brigar por posição´
7 de março de 2017 às 08:23

Sem jogar uma partida oficial desde o dia 18 de maio de 2014, quando a Juventus venceu o Cagliari por 3 a 0 pela última rodada do Campeonato Italiano, Rubinho busca recomeçar sua carreira. Após sair da equipe bianconera, ele ficou cerca de cinco meses sem clube.

“Treinava por conta própria em academias e alguns times de várzea perto da minha casa, em Turim. Não joguei por nenhum time amador porque precisaria me inscrever na federação. O campeonato aqui é organizado. Fiz muita musculação e aprimorei a parte física no período”, disse o goleiro, ao ESPN.com.br.

No final do ano passado, ele acertou com o Como, time da terceira divisão italiana, mas um convite feito em janeiro de 2017 pelo Genoa mudou seus planos.

“Não aparecia nada e não podia dizer não para essa oportunidade. Estava complicado. Eu não aguentava ficar sem clube, sem nada. Fiz 15 dias de treinos e fui para o banco em três partidas”.

“Não deu nem tempo de me acostumar no Como. O Genoa me chamou, consegui a liberação e foi bom para mim. Uma volta às origens porque minha história na Itália começou aqui. Por causa dos bons campeonatos que fiz que muitos clubes me conheceram”.

Em seu retorno ao clube genovês, o brasileiro foi disputar a vaga que era do titular Mattia Perin, terceiro goleiro da seleção italiana na Copa do Mundo de 2014, que lesionou o joelho no começo do ano.

“Agora posso brigar por uma posição tranquilamente. Na Juventus era claro que não era possível. É um recomeço no lugar que conheço. Sei das dificuldades e das coisas boas que tem aqui. Estou matando as saudades”.

´Fiquei por causa da família´

Com passagens por todas as seleções de base e revelado no Corinthians, Rubinho saiu do Parque São Jorge em 2004 para defender o Hellas Verona-ITA. Ele jogou depois no Vitória de Setúbal-POR antes de chegar ao Genoa-ITA, em 2006. Na equipe italiana foram três temporadas como titular absoluto.

Com atuações de destaque, ele foi para o Palermo, mas foi muito pouco aproveitado. Depois, passou por Livorno e Torino antes de ser contratado pela Juventus, na temporada 2012/2013.

“Os treinadores de goleiros do Genoa e da Juventus eram muitos amigos e veio a ideia de me contratar. Foi por meio dessa indicação que fui para lá”.

Como terceiro goleiro no clube de Turim, o brasileiro fez apenas dois jogos nas quatro temporadas em que permaneceu na reserva de Gianluigi Buffon.

Por mais que não jogava na Juventus eu treinava como se fosse jogar todos os dias. Mas de tanto treinar e não jogar chegou a um ponto que me fazia mal”.

Do banco de reservas, o arqueiro viu seu time ser quatro vezes campeão italiano, três vezes vencedor da Copa da Itália e finalista da Uefa Champions League.

“Foi bom e ruim ter ficado tanto tempo na Juventus. O problema é que no período que fiquei por lá as coisas que apareciam não valiam a pena. Vieram propostas da França e do Chipre. Deixar o ambiente e toda estrutura da Juventus por algo pior é complicado”.

Além disso, o lado familiar pesou ainda mais para a decisão do atleta de 34 anos.

“Nos últimos dois anos fiquei muito mais pela minha família que estava muito bem adaptada a Turim. Meus filhos estudavam na escola internacional. Eu preferi continuar dando uma condição melhor para eles”.

De volta ao clube em que viveu os melhores momentos da carreira, Rubinho está ansioso para reencontrar os torcedores do Genoa.

“Estou com muitas saudades de jogar. Eu não vejo a hora de poder jogar de novo. Estou contando os dias para ver se consigo essa oportunidade novamente”.

UOL

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