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Animais peçonhentos causam 12 óbitos no CE em 2015
14 de junho de 2016 às 08:33

20160614072036_2537_capaPequenos, mas não tão inofensivos. Animais peçonhentos podem se esconder nos menores espaços e causar grandes transtornos para quem for picado por eles. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), entre 2007 e 2016, 56 pessoas morreram em decorrência de picadas, sendo em 2015 o maior número de casos, com 12 óbitos.

No Ceará, de janeiro a maio de 2016, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) registrou 1.634 acidentes com animais peçonhentos e, na maior parte dos casos, o ataque partiu de um escorpião, com 1.170 notificações. A lista registra ainda 300 acidentes com serpentes, 61 com abelhas e 47 com aranhas, além de três óbitos no mesmo período: um por serpente e dois por aranhas.

Foram registrados nos últimos 10 anos, 28.402 acidentes com esses animais. Os escorpiões lideraram o número de acidentes, com 18.494 casos, seguido por 6.169 acidentes com serpentes. No geral, 33 óbitos foram causados por serpentes, 14 por escorpiões, e, os outros nove, por abelhas e aranhas.

Os dados mostram ainda que a maior parte dos acidentes ocorre na zona urbana, onde predominam os ataques de escorpiões. “O escorpião é um animal urbano, e pelo motivo d a população está concentrada mais na cidade, o número de acidentes com esse animal é maior nessa região”, relata o técnico do Núcleo de Controle de Vetores(Nuvest) da Sesa, Relrison Dias. Por outro lado, a zona rural concentra o maior número de acidentes com serpentes: 85% das pessoas picadas eram agricultores.

Segundo a Sesa, acidentes causados por animais peçonhentos ocorrem durante todo o ano, mas há uma tendência no aumento dos casos com serpentes durante o mês de julho. As ocorrências com abelhas crescem no mês agosto e, com escorpiões, entre outubro e janeiro. “Os ataques aumentam nesses meses pois é o período de reprodução dos animais e por conta do período chuvoso. A chuva e a temperatura fazem com que os animais saiam dos seus abrigos, aumentando os casos de acidente”.

Tratamento

Conforme o boletim do órgão, casos graves de envenenamento ocorreram em pouco mais de 1,1% de todos os acidentes, embora sejam mais frequentes nos ataques de serpentes. No entanto, 84% de todas as ocorrências registradas no Ceará foram consideradas leves. Cerca de 92% dos casos notificados nos últimos dez anos evoluíram para a cura, sendo que, em 65% deles, a vítima recebeu atendimento até três horas depois da picada. Em sete dos 56 óbitos, a pessoa picada só foi atendida 24 horas após o acidente.

Em Fortaleza, o atendimento de referência é realizado no Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) do Instituto Dr. José Frota (IJF) e nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Em todo o Estado, a rede de Hospitais Polo regionais também oferece atendimento especializado. (Colaboraram Nícolas Paulino e Tuanny Feijó)

Fonte: Diário do Nordeste

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