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Air China suspende temporariamente voos à Coreia da Norte
15 de abril de 2017 às 10:03

A Air China, companhia aérea de bandeira chinesa, anunciou nesta sexta-feira (14) a suspensão temporária de alguns de seus voos à capital da Coreia do Norte, Pyongyang, a partir da próxima segunda-feira (17).

A companhia aérea, que é a única chinesa a voar deste país até a Coreia do Norte, indicou que alguns de seus voos serão cancelados temporariamente devido ao baixo nível de vendas.

Inicialmente, a emissora de televisão estatal chinesa “CCTV” tinha informado que a companhia aérea suspenderia seus voos à capital norte-coreana a partir de segunda-feira, o que foi interpretado como uma reação ao aumento da tensão na região.

Posteriormente, um porta-voz da empresa estatal esclareceu à mesma emissora que se tratava unicamente de uma medida temporária para alguns voos por causa das vendas de passagens, mas que não suspenderia todos seus serviços a Pyongyang.

Alerta de conflito

O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, tinha alertado horas antes que um conflito na região podia surgir “em qualquer momento”.

Em declarações à imprensa após uma reunião com o ministro de Exteriores francês, Jean-Marc Ayrault, Wang afirmou que quem provocar uma guerra na península coreana “deverá assumir suas responsabilidades históricas e pagar o preço”.

Ameaça

O exército da Coreia do Norte informou que “devastará impiedosamente” os Estados Unidos se Washington decidir atacar, num momento em que grupo de porta-aviões norte-americano se dirige à região em meio a temores de que os norte-coreanos possam conduzir um sexto teste de armas nucleares.

O presidente americano, Donald Trump, formulou na quinta-feira (13) uma advertência direta à Coreia do Norte, ao afirmar que o governo de Pyongyang é “um problema que será atendido”.

“A Coreia do Norte é um problema, e um problema que será atendido”, disse Trump na Casa Branca, em meio a especulações sobre um novo teste nuclear por parte de militares norte-coreanos.

Trump disse em diversas ocasiões que evitará que Pyongyang desenvolva um míssil nuclear capaz de atingir os Estados Unidos.

Washington ordenou recentemente o envio de um grupo naval à península da Coreia para fazer uma demonstração de força. Ele havia anunciado o envio à península coreana do porta-aviões Carl Vinson, escoltado por três navios lança-mísseis, e depois falou de uma “armada”, incluindo submarinos.

Esse porta-aviões transporta entre 70 e 80 aviões ou helicópteros, incluindo cerca de 50 caças. Na quinta-feira, o Exército americano lançou sua bomba não nuclear mais poderosa sobre um alvo no Afeganistão.

Fonte: G1, com agência EFE

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