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Corrupção sueca: E se fosse no Brasil? Desvio de R$ 3,8 mil é o centro das atenções na Suécia
20 de março de 2017 às 16:50

Enquanto os desvios de dinheiro público no escândalo de corrupção na Petrobrás podem chegar a 40 bilhões de reais, o caso que domina os noticiários da Suécia é do deputado Tomas Tobé, que usou cerca R$ 3,8 mil em benefício próprio.

O dinheiro foi usado, segundo Tobé, pra pagar passagens de trem, água, uma refeição, vinho e um pacote de amendoim.

Apesar de incomparável com o tamanho dos desvios no Brasil, por exemplo, a conduta do político sueco comoveu o país conhecido por baixíssimos ou quase inexistentes índices de corrupção.

Ao usar o dinheiro público em benefício particular, Tomas violou o Manual de Viagens dos Parlamentares e se tornou o centro das atenções da impressa do país, sendo sabatinado fortemente por jornalistas que questionaram se ele se achava capaz de continuar no cargo.

Apesar de aparentemente inofensivo, o ato do deputado despertou a atenção da Agência Anticorrupção Sueca, que, em entrevista concedida à BBC Brasil, destacou que os casos de desvio de conduta devem ser tratados de maneira igualitária no país.

Em coletiva, Tomas pediu desculpa pelo que fez e disse que o valor desviado será descontado no próximo salário. Ele garantiu que não repetirá o erro e que ainda tem condições de permanecer no cargo público.

Por Felipe Azevedo/Agência Miséria
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