JPMotos
Imprensa internacional repercute briga de juízes e chama de “telenovela” a libertação de Lula
12 de julho de 2018 às 16:49
30
Visualizações

Mais uma vez a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vira manchete no mundo inteiro. Dessa vez, foi por conta de uma “briga” entre os magistrados de libertá-lo ou não que durou o domingo (8) inteiro, o que repercutiu na imprensa internacional.

“O Brasil viveu nesse domingo uma verdadeira telenovela”, disse a correspondente do canal de televisão France24 no Rio de Janeiro, Fanny Lothaire, para explicar o “ping-pong judiciário” entre o desembargador que assinou o alvará de soltura de Lula, Rogério Favreto, o juiz Sérgio Moro e o relator da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Gebran Neto.

“Um juiz ordena a liberação enquanto outro bloqueia”, diz o título da revista francesa Obs, enfatizando que a decisão de Favreto “caiu como uma bomba no Brasil”. Já o diário francês Libération chamou de “queda de braço jurídica” e o Le Monde evoca um “coup de Théâtre” a menos de três meses da eleição presidencial.

A mídia internacional passou horas noticiando em seus sites as diferentes decisões dos magistrados, tentando saber quem tinha dado a última ordem.

O diário norte-americano The New York Times também traz um relato detalhado desse domingo no Brasil, e fala de uma “saga, que começou logo pela manhã”. Rapidamente, “os defensores do Partido dos Trabalhadores, na esperança de que a ordem inicial [de Favreto] prevalecesse, se reuniram do lado de fora do prédio da Polícia Federal na cidade de Curitiba, onde ele está detido desde abril”, conta o jornal.

Os diferentes veículos lembram que Lula aparece como favorito na corrida presidencial, mesmo estando na prisão, e que muitos viram nesse habeas corpus uma possibilidade para o petista de concorrer ao cargo máximo do país. Porém, ressalta o diário belga La Libre, “mesmo se for solto, ele terá provavelmente sua candidatura invalidada pelo Tribunal Eleitoral, em razão da lei que proíbe que um candidato que já tenha sido condenado concorra”. (Com informações do MSN.)

juristas.com.br

ComentáriosComentários