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HGF tem pacientes nos corredores e acompanhantes dormem no chão
21 de março de 2017 às 14:39

Imagens registradas nesta segunda-feira (20) no Hospital Geral de Fortaleza (HGF) mostram lotação na unidade, com dezenas de pacientes nos corredores, e alguns acompanhantes dormindo no chão da unidade. As imagens foram feitas dois dias após uma família retirar um paciente do local por falta de unidade.

Em nota, o HGF explica que o acolhimento na emergência funciona de acordo com a classificação de risco, priorizando os atendimentos de urgência. “A emergência do hospital funciona com porta aberta para recebimento de pacientes com patologias que necessitem de atenção em nível terciário, de alta complexidade”, diz a nota.

Ainda conforme o HGF, em média, 40% dos pacientes são crônicos. No HGF, são prestados atendimentos de casos de neurocirurgia não traumática (casos de tumor, aneurisma etc.), de emergência dialítica (para pacientes renais), além de indicação de trombólise (AVC), dentre outros.

Neste fim de semana, a família Raimundo Nonato de Brito retirou um paciente de uma maca no corredor do Hospital Geral de Fortaleza e registrou o caso em um vídeo compartilhado em redes sociais.

De acordo com a Aline Souza Brito, filha Raimundo Nonato, o pai recebe atendimento improvisado em casa por falta de vagas em uma unidade hospitalar especializada.

A médica Lara Santiago, coordenadora da emergência HGF, disse ao G1 que o paciente  foi acolhido no hospital, recebeu atendimento de um clínico geral e fez alguns exames. Ele precisou ficar na emergência para realizar exames e ser encaminhado a tratamento. A médica afirma que a decisão de levá-lo para casa foi tomada pela família, que não quis a permanência do paciente na emergência.

Sobre a falta de atendimento a Raimundo Nonato, a Secretaria de Saúde disse ainda que pacientes podem receber alta e ser encaminhados para atendimento domiciliar, onde são acompanhados por meio de cuidados paliativos com apoio de equipe multidisciplinar.

O serviço funciona de segunda a sexta-feira com visitas agendadas pela equipe. Nos cuidados paliativos, é necessário avaliar e controlar não somente a dor, mas todos os sintomas de natureza física, social, emocional e espiritual.

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