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Crato e Juazeiro têm menor preço de combustíveis no Estado
18 de outubro de 2016 às 12:55

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O consumidor, há muito assustado com o preço do combustível, recebeu uma boa notícia no fim da última semana. A Petrobras anunciou que reduziria o preço da gasolina e do diesel nas suas refinarias pela primeira vez desde 2009. Com a medida, o preço do diesel caiu 2,7% e da gasolina 3,2% nas refinarias. Segundo a petroleira, caso a redução aplicada na refinaria seja integralmente repassada ao consumidor final, o diesel pode cair 1,8%, ou R$ 0,05 por litro na bomba dos postos. Já a gasolina pode cair 1,4%, ou R$ 0,05 por litro.

A expectativa agradou os consumidores os cearenses porque o Estado detém o quarto maior preço, em média, segundo levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). No Ceará, o preço médio da gasolina, por exemplo, é de R$ 3,86, ficando atrás apenas de Rio de Janeiro (R$ 3,865), Pará (R$ 4) e Acre (R$ 4,134). As cidades cearenses com a média mais alta são Canindé (R$ 4,07), Ipu (R$ 4,06), Limoeiro do Norte (R$ 4,03) e Morada Nova (R$ 4).

Na contramão dos altos preços praticados na maioria das cidades cearenses, estão Crato e Juazeiro do Norte, no Cariri. O preço médio da gasolina nas duas cidades é inferior à média estadual: R$ 3,749 e R$ 3,794, respectivamente. Em Crato, o preço em alguns postos é ainda menor. Cinco estabelecimentos comercializam o litro da gasolina por R$ 3,59, podendo chegar a R$ 3,54 durante promoções.

Dois fatores podem explicar os baixos preços praticados no município. A concorrência é o primeiro deles. Com o preço semelhante em outros postos, o empresário que optar por elevar o preço pode perder a clientela, cada vez mais atenta e preocupada em economizar cada centavo em tempos de recessão na economia. “Se aumentarmos um centavo que seja, corre o risco de o consumidor ir abastecer em outro posto”, acrescenta Sandra Duarte, gerente de posto.

O segundo fator é a baixa demanda. Diante da crise financeira que vive o Brasil, o consumidor reduziu gastos e a venda de combustíveis no País caiu 4,4% entre janeiro e maio, em comparação com o mesmo período do ano passado, ainda segundo dados da ANP. A explicação, segundo os economistas, é a diminuição do poder de compra das famílias, provocada pela inflação e alta das demissões. Nos cinco primeiros meses do ano o etanol registrou maior queda de consumo em todo o País: 13,6%.

O autônomo Márcio Oliveira Albuquerque, 38, se viu obrigado a reduzir os gastos com combustível. Dependendo diretamente para definir o preço de seus fretes, conta que, para não repassar o aumento para o cliente, teve que se adequar.

Fonte: Diário do Nordeste

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