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Japonês da Federal é transferido da Superintendência da PF para o Cope
9 de junho de 2016 às 14:50

agente_da_policia_federal_newton_hidenori_ishii_-_foto__giuliano_gomes_pr_press1O policial federal Newton Ishii, que foi preso na tarde de terça-feira (7), em Curitiba, foi transferido da Superintendência da Polícia Federal (PF) para o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), da Polícia Civil, por volta das 22h30 de quarta-feira (9).

Newton Ishii é conhecido como “o japonês da Federal” e foi preso após ter sido condenado pelo crime de facilitação do contrabando. O processo transitou em julgado, ou seja, não cabe recurso. Ao saber da decisão, Ishii se apresentou espontaneamente na Superintendência da Polícia Federal da capital paranaense.

A transferência foi determinada pelo juiz Matheus Gaspar, da 4ª Vara de Execução Penal da Justiça Federal, em Foz do Iguaçu.

Segundo a PF, Newton foi transferido ainda na quarta porque o cumprimento da pena só pode ser descontado a partir da detenção na Polícia Civil. Ishii foi condenado a quatro anos, dois meses e 21 dias em virtude da Operação Sucuri, deflagrada em 2003, que descobriu envolvimento de agentes na entrada de contrabando no país.

As investigações mostraram que os agentes facilitavam a entrada de contrabando pela fronteira com o Paraguai.

O delegado regional executivo da PF no Paraná, José Washington Luiz Santos, disse que Ishii foi responsável pelas escoltas e conduções de diversos presos que passaram pela custódia da PF em Curitiba. “O servidor foi o responsável pelos trabalhos de condução da maioria dos presos da maior operação de combate à corrupção, lavagem de dinheiro e desvios de recursos públicos, denominada de Operação Lava Jato”, lembrou o delegado.

Segundo José Washington Santos, a convivência do Japonês da Federal com presos perigosos no sistema estadual poderia ter “consequências graves e irreparáveis”.

O advogado Oswaldo de Mello Junior, que representa Ishii, foi procurado pela reportagem para comentar sobre a transferência, mas até a publicação ele tinha atendido às ligações.

Inicialmente, ele declarou que Newton já cumpriu quatro meses da pena e que isso será descontado da condenação total. “Como ele foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, teria o direito de progredir para o regime aberto depois de cumprir um sexto da pena, cerca de oito meses. E, como em 2003 ficou preso preventivamente por pouco mais de quatro meses, restariam ainda quatro meses e alguns dias em regime semiaberto para serem cumpridos”, detalhou o advogado.

Fonte: G1

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