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Com banco fechado, comerciantes de São João do Rio do Peixe lamentam queda nas vendas, revelam falência e desemprego, VÍDEO!
20 de março de 2017 às 08:04

A cidade de São João do Rio do Peixe nunca mais esquecerá daquele 1º de novembro de 2016, que durante a madrugada bandidos fortemente armados explodiram Agência do Banco do Brasil. De acordo com a Polícia Militar, na ocorrência, cerca de 15 homens armados invadiram o município e explodiram a agência. Na ação um carro foi queimado e muitos tiros foram efetuados, causando clima de terror em toda a cidade sertaneja.

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Após esse assalto, espalharam-se rumores de que a Agência seria fechada, prejudicando também as cidades de Triunfo, Santa Helena e Poço José de Moura que buscam atendimento em São João do Rio do Peixe.

Depois de muitas cobranças da sociedade local, a agência será reaberta, mas com algumas restrições. Quem buscar o Banco do Brasil em São João do Rio do Peixe não poderá efetuar saques, nem fazer depósitos e terá que se dirigir para Cajazeiras, há mais de 20 km de distância.

A gerência local informou que a partir dessa segunda-feira (20), a agência reabrirá suas portas, mas para resolver apenas problemas internos no banco, e com isso o comércio local continua bastante prejudicado, e todos lamentam a situação e asseguram que a cidade nunca mais foi a mesma. O horário de funcionamento do banco será das 10 às 13 horas.

Realidade
A comerciante de roupas Terezinha Dantas declarou que as vendas caíram demais: “Um quarto do que era antes”, lamentou.

Gilberto Abreu, do comércio de variedades contou que após o assalto o mais prejudicado foi o comércio. “Vai sobrar para Cajazeiras porque é lá que as pessoas vão sacar dinheiro, infelizmente vamos continuar do mesmo jeito”.

O comerciante contou que as pessoas que se deslocam a Cajazeiras realizar saques já fazem compras na cidade, o que prejudica o comércio de São João do Rio do Peixe.

“Aqui foi prejudicado o pequeno, o médio e o grande comerciante. Sem vender a gente está demitindo funcionários. Estamos vivendo uma falência”, contou Gilberto Abreu.

O proprietário do maior supermercado da cidade, Enéas Gonçalves partilhou da mesma opinião dos colegas comerciantes.

“Praticamente temos um banco. O maior movimento é do aposentado. E quem vai a Cajazeiras compra lá. A gente tem perdido muito, tanto nas vendas como também no recebimento das contas”, relevou Enéas Gonçalves.

 

 

DIÁRIO DO SERTÃO

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