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Barco `pirata´: Suspeitos de receber contrabando são soltos após fiança
10 de março de 2017 às 09:15

Um empresário, um policial civil e um motorista, suspeitos de ter envolvimento com o material contrabandeado encontrado em um barco, que encalhou em um bando de areia na Praia de Parajuru, no domingo (5), foram soltos. Jorge Wagner Pereira Guedes, Marcelo Cacau Xavier e Jefferson Viegas Quaresma foram submetidos a uma audiência de custódia, na 15ª Vara da Justiça Federal no Ceará, em que ficou decidido que o caso deles era afiançável. Ontem, os três pagaram a quantia estipulada em Juízo e foram soltos.

O magistrado alegou em sua decisão, expedida terça-feira (7), que todos os suspeitos eram réus primários e tinham residência fixa. O valor da fiança não foi divulgado. O policial civil era lotado no 2ºDP (Aldeota) e Jorge Guedes disse ser empresário do ramo de postos de combustível.

Investigação

O esquema criminoso que contrabandeava cigarro da África, descoberto com a apreensão do ´Yate Cordeiro de Deus´, que transportava 2,7 mil caixas, teria outros destinos, segundo a titular da Delegacia Municipal de Beberibe, Rosa de Fátima.

De acordo com a delegada, o barco atracava em Parajuru e Fortim, mas pela complexidade do esquema, a Polícia Civil acredita que territórios além do Litoral Leste cearense também recebessem a embarcação. “É realmente um grupo organizado nessa área de contrabando. Eles não operam só aqui”, declarou.

A Polícia Civil de Beberibe investigava o contrabando há oito meses. “Suspeitamos a partir de movimentações estranhas na localidade, porque não era comum uma embarcação daquele porte chegar à localidade e sair durante a madrugada. Os próprios moradores começaram a achar estranho e nós começamos a investigar”, revelou Rosa.

A delegada acredita que os contrabandistas tenham visitado a região pelo menos em quatro oportunidades. Entretanto, a população afirmou à reportagem que grandes barcos atracam há anos na praia. A embarcação que encalhou pegou a Polícia de surpresa. “Em um domingo, não estávamos esperando que eles chegassem. Quando vimos era a oportunidade correta para fazer prisões e segurar a carga e o navio”, disse Rosa.

Ricos

Polícia Militar e Polícia Civil participaram da operação. Cinco pessoas foram presas, mas quatro suspeitos fugiram por terra. Segundo Rosa, os membros da quadrilha não são naturais da comunidade de Parajuru. “São pessoas que têm dinheiro, porque é uma logística cara. Não são da região”, afirmou.

Apesar das 2,7 mil caixas apreendidas, foi o material e os equipamentos do barco que chamaram mais atenção da delegada. “Dentro dessa embarcação, havia, inclusive, uma oficina muito bem estruturada para o caso de dar algum problema em alto-mar. Eles tinham totais condições de resolver todos os problemas”, especificou.

A titular da Delegacia de Beberibe observou que as marcas dos cigarros apreendidos, que teriam origem norte-americana e coreana, são totalmente desconhecidas e correm o risco de não serem legais em nenhum País.

Fonte: Diário do Nordeste

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