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Caso Débora: Perícia analisa DNA de suspeito do homicídio
18 de abril de 2017 às 07:03

O material genético de Walderir Batista dos Santos, 39, suspeito de raptar e matar Débora Lohany de Oliveira, de 4 anos, na noite do último dia 27, foi enviado, ontem, para a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o DNA dele será comparado com vestígios encontrados no corpo da criança.

Para o titular da SSPDS, André Costa, o resultado do exame pericial será de extrema importância para as investigações da Polícia Civil. O secretário lembra que já na escolta de Parnaíba até Fortaleza, o suspeito confessou e detalhou friamente o homicídio da criança.

“O exame pericial revelou vestígios de DNA nas unhas da criança. Com essa coleta feita no suspeito, conseguiremos anunciar se realmente bate com o DNA encontrado no corpo. Ele relatou detalhes do acontecido, mas não podemos nos satisfazer legalmente com essa confissão. O trabalho da Polícia Civil e da Perícia Forense é trazer provas de que ele realmente matou. Só assim garantiremos uma futura condenação penal e o afastamento dele da sociedade”, disse.

Conforme a Polícia, o suspeito do crime foi encontrado na última quinta-feira (13), no Bairro São José, em Parnaíba, no Estado do Piauí. Mesmo com 17 dias após o ato, Walderir foi detido em flagrante pelas autoridades que consideraram haver fundamentos suficientes para a realização do procedimento.

O diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e responsável por assinar o auto de prisão em flagrante, delegado Leonardo Barreto, disse que o suspeito é agressivo e vingativo. “Tendo em vista que houve perseguição ininterrupta por parte dos policiais envolvidos diretamente na investigação, o flagrante foi fundamentado e justificado em despacho no momento da lavratura. Concomitantemente representamos o pedido de prisão preventiva para garantir a ordem pública e aplicação da Lei Penal”.

O diretor da DHPP lembra que Walderir Batista já tinha antecedentes criminais. Em seu histórico há passagens por roubo, dois homicídios, lesão corporal e ameaça. “Daí a colocação de fazer logo a retirada desse indivíduo da sociedade”, acrescentou Barreto. Por ter sido hostilizado pelos outros presos, o suspeito se encontra isolado em uma cela.

O delegado Renê Andrade, diretor do Departamento de Inteligência Policial (DIP), revela que durante depoimento, o suspeito ressaltou que a motivação do homicídio da pequena Débora Lohany foi vingança. Walderir disse que atuava como flanelinha no bairro Aerolândia, onde a menina morava e foi raptada.

Renê Andrade afirma que horas antes do rapto, sob efeito de drogas, o suspeito se envolveu em uma briga com outro flanelinha, nas proximidades da Avenida Desembargador Moreira. Após ter lesionado gravemente o desafeto, Walderir se deslocou até a ´Favela do Padre Cícero´ e tentou agarrar uma criança.

“Por volta das 13h ele tentou beijar essa menina e lá foi rechaçado e agredido pela população. Em razão desse fato afirmou para os moradores da área que aquilo não ficaria dessa forma e jurou voltar ao local. Revoltado com os espancamentos que havia sofrido, voltou e pegou a Débora”, disse Andrade.

Com contato visual recente, a mãe da primeira criança vitimada por Wladerir, conseguiu fazer um retrato-falado dele, que ajudou na identificação. De acordo com o diretor do DIP, a partir das características apontadas por ela, a equipe obteve uma descrição aproximada da fisionomia do suspeito. Daniele dos Santos, mãe de Débora Lohany, também já tinha visto Walderir, mas disse que a última vez já fazia mais de um ano.

“Walderir era morador de rua. Tivemos que entrevistar pessoas que o conheciam dos semáforos. Algumas suspeitavam que o desaparecimento dele tivesse relacionado ao da criança. Saímos na caça. Fomos para várias favelas de Fortaleza. Até que tivemos a informação que ele tinha familiares no Piauí. De lá ele já ia se evadir para outro Estado próximo”, disse Renê Andrade.

A partir de afirmações do suspeito, a Polícia investiga ainda uma possível vingança motivada por uma briga de ponto para a venda de flanelinhas entre o tio de Débora e o suspeito. Daniele diz que a família nunca trabalhou nos semáforos do bairro Aerolândia. As autoridades lembram que ninguém da família de Débora tem qualquer responsabilidade no crime.

DiariodoNordeste

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