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Chefe de quadrilha de estelionatários é detido em Fortaleza
10 de dezembro de 2016 às 08:58
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Um homem acusado de comandar um grupo de estelionatários que age em Fortaleza foi preso pela Polícia Civil com dezenas de documentos falsos e material para produzir comprovantes de residência, renda e documentos de identidade. Antônio Moreira da Silva, de 53 anos, já responde a 11 inquéritos por estelionato e crime contra a fé pública. Ele foi capturado na última quinta-feira (8), no bairro Parangaba. A equipe de inspetores do 2º DP (Aldeota), sob o comando do delegado Dionísio Amaral da Paz, continua as investigações para localizar outros integrantes da quadrilha de falsários.

Conforme o delegado, o valor estimado dos golpes aplicados pelo grupo, é estimado de R$ 100 a R$ 200 mil. O suspeito, que possui pelo menos cinco identidades com nomes diferentes, realizou uma compra, no último dia 2, usando documentos falsos em uma loja de móveis na Avenida Washington Soares no valor de R$ 6 mil. A empresa denunciou o caso à Polícia, que iniciou a investigação. “A nossa equipe de investigadores seguiu o caminhão da entrega e realizou a abordagem do homem no bairro Parangaba. De lá, seguiram para o apartamento dele, no bairro Jardim Cearense, e encontraram um farto material usado nos golpes”.

Na casa, os policiais civis encontraram espelhos em branco de identidades, carteiras falsas com a foto do suspeito e nomes diferentes, comprovantes de renda, residência, e também o carimbo com o nome da diretora da Coordenadoria de Identificação, da Perícia Forense (Pefoce).

Entre os documentos apreendidos no imóvel onde o suspeito mora, Dionísio Amaral destacou o comprovante de que ele comprou um Toyota Corolla, em nome da tia falecida da ex-mulher dele, a procuradora federal Eliete Silveira da Silva. O veículo não foi localizado. O delegado afirmou que a quadrilha tem de cinco a seis membros.

A Polícia Civil acredita que Antônio Moreira utilizava os documentos falsos para uso próprio como também produzia identidades e outros comprovantes para comparsas. “Pelo volume de identidades com fotos de outras pessoas, elas também devem realizar o mesmo tipo de golpe. Mas isso será devidamente investigado”, afirmou o delegado Dionísio Amaral.

O homem teve o primeiro inquérito aberto contra ele no ano 2000. “Ele age há pelo menos 16 anos, mas não sabemos se outros crimes cometidos antes desse período não foram investigados. O que podemos dizer que ele é experiente nesse ramo e trabalha falsificando a documentação”, salientou.

Durante o depoimento, Antônio Moreira disse que não produz o material falso encontrado com ele, apenas comprou de outras pessoas. “Sabemos que isso não é verdade, já que encontramos petrechos para falsificação e papeis em branco, como para confecção de contas de luz e comprovantes de renda”, disse Dionísio Amaral.

No apartamento de Moreira, os policiais encontraram também cadastros falsos de pessoas jurídicas em nomes de grandes empresas, prefeituras e até da Marinha do Brasil. O homem foi autuado em flagrante por estelionato, mas poderá ser indiciado por crime contra a fé pública, falsificação de documento público e privado e petrechos para falsificação. “Iremos analisar a documentação e ele irá responder a medida que encontrarmos provas de outros crimes”, afirmou o delegado.

Fonte: Diário do Nordeste

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