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Empresas investigadas por sonegação fiscal movimentaram R$ 5 bilhões em 4 anos
16 de abril de 2019 às 16:06
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As empresas alvo da operação Aluminium, deflagrada nesta terça-feira (16) contra sonegação fiscal, movimentaram R$ 5 bilhões nos últimos 4 anos, segundo o Ministério Público do Ceará (MP-CE). O órgão estima que apenas a empresa apontada como a principal beneficiária do esquema criminoso tenha sonegado cerca de R$ 220 milhões de 2014 a 2018. Ao todo, 53 mandados judiciais foram expedidos.

No Ceará, nove pessoas foram presas e 31 mandados de busca e apreensão cumpridos (Fortaleza, Juazeiro do Norte, Eusébio e Jaguaribe). A investigação também se estendeu para Sergipe e São Paulo, onde outras três pessoas foram presas. Ao total, a operação prendeu 12 pessoas. Seis seguem foragidas.

Os envolvidos são ligados ao setor da indústria de transformação que trabalha com alumínio. Pelo menos 24 empresas fazem parte do esquema.

“A operação, inicialmente, foi verificada no Estado do Ceará. Através de uma informação fiscal, a Sefaz encaminhou para o grupo de apoio especial de combate à sonegação fiscal, dentro do Ministério Público do Ceará. Essa informação foi trabalhada e se verificou que existiam indícios sérios de fraudes”, comentou o procurador-geral de Justiça do Ceará, Plácido Rios.

De acordo com o procurador, durante a investigação houve interceptações telefônicas, autorizadas pela Justiça, que esclareceram quais eram os membros do núcleo operacional e os que pertenciam ao núcleo empresarial do esquema criminoso.

“Chegamos a cifras mirabolantes, astronômicas, de movimentação nas contas dessas empresas, superiores a R$ 5 bilhões”, completou.  Com o montante sonegado, o grupo vinha adquirindo imóveis e veículos de luxo.

Segundo o MP, 18 das empresas envolvidas são de fachada, e outras quatro de capital fechado, servindo apenas para alimentar o esquema de sonegação.

Em Juazeiro do Norte, o Sistema Verdes Mares acompanhou as ações dos agentes, que realizaram buscas em um condomínio no bairro Lagoa Seca. Em seguida, eles foram a uma empresa no mesmo bairro cumprir outros mandados.

Diário do Nordeste

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