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Justiça adia exumação do corpo de agropecuarista no Cemitério de Campos Sales
23 de fevereiro de 2018 às 07:55
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A exumação do cadáver do empresário e agropecuarista Antonio Arrais Gomes, o “Antonio Malaquias”, prevista para as 10 horas da manhã desta sexta-feira no Cemitério de Campos Sales foi adiada para o dia 23 de março. Ofícios sobre a decisão tomada pela juíza de direito daquela Comarca, Sâmara Costa Maia, foram encaminhados ao Delegado de Polícia Civil de Campos Sales, Bruno Fonseca, e à diretora da Perícia Forense em Juazeiro, Germana Brito.

O trabalho seria acompanhado pelo médico legista, Fortunato Antônio Badan Palhares, que desembarcou na madrugada de ontem em Juazeiro procedente de Campinas (SP) e retornou no período da noite. Antes, participou de reunião na Pefoce com a diretora Germana Brito; o médico legista, Francisco José Sales de Siqueira, o advogado da Arrais Gomes, Izaak Everton; e Francisca Séfora, que era filha de Antonio Malaquias, que morreu aos 78 anos no dia 17 de outubro de 2014.

Na época, o agropecuarista vivia com Maria da Penha de Alencar, de 42 anos, a qual atribuiu a morte do companheiro a uma queda o que foi atestado nos exames do médico do Hospital de Campos Sales e da Perícia Forense de Juazeiro. Já os quatro filhos de Antonio Malaquias sustentam a tese de que não houve morte natural devido à queda, mas um homicídio com tortura e espancamentos. Séfora comentou sobre sua expectativa que o resultado da exumação comprove tudo isso.

Sobre o adiamento da exumação, o legista Badan Palhares considerou normal entendendo a necessidade da juíza em colher novas informações e criar todas as condições para que o exame seja realizado. Quando ao caso em si, disse que só pode se pronunciar quando tiver “elementos fidedignos” para poder dar consistência à sua fala. Para ele, a reunião na Pefoce de Juazeiro foi proveitosa no sentido de acrescentar elementos aos que já possui com o objetivo de promover o trabalho.

Na opinião de Badan Palhares, o caso não é complexo e apenas necessita ser melhor avaliado para que se possa dizer se houve ou não erro. Como definiu, uma “incógnita” que deve ser analisada com todos os elementos e não apenas uma parte sempre insistindo com a imprensa que só vai poder dar melhores informações quando tiver o relatório completo do exame a ser feito

Badan Palhares considerou normal entendendo a necessidade da juíza em colher novas informações e criar todas as condições para que o exame seja realizado. (Foto: Guto Vital/Agência Miséria)

HISTÓRICO – Badan Palhares tem 74 anos e se constitui num dos mais famosos legistas brasileiros com graduação pela Faculdades de Ciências Médicas da Universidade de Campinas, além de especialização em medicina legal e anatomia patológica. Ele teve 22 trabalhos científicos publicados no Brasil, e 15 no exterior, além de 75 trabalhos científicos apresentados em congressos no Brasil e 21 no exterior. Foi pesquisador da Universidade Estadual de Campinas e ficou famoso por atuar na investigação forense de vários crimes, como o assassinato de PC Farias e na identificação das ossadas encontradas em uma vala comum no Cemitério de Perus, em São Paulo. No caso PC Farias, as investigações do legista Badan Palhares deram como resultado que Suzana Marcolino matou o mesmo e praticou o suicídio em seguida.

O Repórter Hugo Delion conversou com Badan Palhares numa entrevista para o Site Miséria:

 

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Por Demontier Tenório

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