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Líder da GDE é condenado por uso de documento falso
5 de abril de 2019 às 09:19
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Apontado como um dos fundadores e líderes da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE), Auricélio Sousa Freitas, o ‘Celim da Babilônia’, sofreu a terceira condenação na Justiça Estadual, na última quarta-feira (3). Desta vez, a sentença foi pelo crime de uso de documento falso – razão pela qual o réu foi preso em flagrante em julho do ano passado.

O juiz da 7ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) definiu a pena de 2 anos e 11 meses de reclusão, em regime inicial aberto – sob a justificativa de que ‘Celim’ está detido há um tempo superior a um sexto da pena. Apesar da decisão que o tiraria de trás das grades, o líder da GDE continuará recluso na Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Catanduvas, no Paraná, pois ainda possui dois mandados de prisão.

Para o magistrado, a materialidade do crime é “incontroversa” e está demonstrada nos autos da apreensão, no próprio documento falso e na confissão do réu no Inquérito Policial. “Quanto à autoria, os elementos de prova apontam que o réu foi preso em flagrante na posse do documento falso, o qual foi efetivamente apresentado, ou seja, utilizado para identificar-se aos policiais que o pararam em abordagem, circunstâncias que evidenciam a responsabilidade penal do agente e o enquadramento de sua conduta no tipo do art. 304 do Código Penal”, completa.

A defesa do réu, representada pelo advogado Chagas Alves, pretende recorrer da condenação. O defensor celebra a decisão anterior da Justiça de não aceitar a denúncia contra o cliente por organização criminosa, no mesmo processo: “A defesa suplicou pela absolvição, mas pelo menos o juiz entendeu com muita Justiça que não houve o crime de organização criminosa. Já demonstramos que o ‘Celim’ não pertence à facção”.

Prisão

‘Celim da Babilônia’ foi preso em uma abordagem do Comando Tático Motorizado (Cotam), da Polícia Militar, na Avenida Desembargador Moreira, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza, em 11 de julho de 2018. Com o homem considerado foragido para a Justiça até então, foram apreendidos um veículo Toyota Corolla de cor preta e blindado, dinheiro e uma identidade falsa – com foto dele no nome de outra pessoa.

O Diário do Nordeste publicou, na época, que ‘Celim’ morava de aluguel em um apartamento de luxo no bairro Meireles, próximo à Beira-Mar, e se identificava com o nome falso de Luís Carlos Domingos da Silva. O veículo blindado era locado por um ‘laranja’ que também teria sido utilizado para alugar a residência.

Crimes

Segundo a Polícia cearense, Auricélio Freitas é um dos fundadores da GDE; líder da facção na comunidade da Babilônia, no bairro Barroso II, onde ele ordenou a expulsão de dezenas de famílias de suas residências, nos últimos anos; e um dos mandantes da Chacina das Cajazeiras, episódio que deixou 14 mortos no Forró do Gago. Ele acumula prisões por organização criminosa, homicídios, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e roubo.

‘Celim’ já possuía duas condenações, sendo uma por roubo em setembro de 2010 e outra por crime do Sistema Nacional de Armas em setembro de 2018, ambas em Fortaleza. Ele responde a mais quatro processos no TJCE, sendo dois por homicídio simples e dois por homicídio qualificado (um deles é a Chacina).

Diário do Nordeste

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