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Maio terminou com dez assassinatos em Juazeiro e o ano é 40,35% menos violento
14 de junho de 2018 às 07:43
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Com dez homicídios em sete diferentes bairros e mais um na cadeia pública, o mês de maio teve dois assassinatos a mais que o quarto mês deste ano representando 20% de crescimento. Além disso, um a menos na comparação com maio de 2017 quando onze pessoas tombaram sem vida em Juazeiro. Este ano foram registrados três homicídios em janeiro, nove em fevereiro, quatro em março, oito em abril e 10 no mês passado.

Segundo levantamento do Site Miséria, em maio os bairros onde houve o registro de homicídios foram João Cabral e Tiradentes com dois cada e os demais nos bairros Timbaúbas, Jardim Gonzaga Centro, Frei Damião, Santa Tereza e na cadeia pública. No acumulado do ano o bairro João Cabral segue na liderança como o mais violento com seis homicídios ou 17,64% da matança em Juazeiro.

No ano passado, em cinco meses, eram 57 assassinatos contra 34 este ano ou 40,35% a menos. Eis a relação dos homicídios registrados no decorrer do mês passado em Juazeiro:

Dia 06 – Antonio Romário Francelino, de 28 anos, que residia na Rua Cônego Climério, 369, (Timbaúbas), foi morto a tiros no cruzamento das ruas João Paulo I e Teodomiro Rocha naquele bairro por seis homens que fugiram em três motos. Ele não tinha passagens pela polícia e duas pessoas que estavam próximas foram atingidas por balas perdidas no caso Moisés de Sousa Costa, de 22, residente no Pio XII, no antebraço, e Ruam William Silva, de 21 anos, que mora no bairro Timbaúbas e saiu lesionado de raspão na orelha esquerda.

Dia 09 – Paulo César Gonçalves Ribeiro, de 32 anos, que era mototaxista e residia no Conjunto Novo Horizonte em Crato, foi morto a tiros por dois homens numa moto na Rua Santana Soares por trás do Fórum Desembargador Juvêncio Santana (Jardim Gonzaga). Ele respondia procedimentos por homicídio, um crime de lesão corporal e tombou ao lado do seu veículo.

Dia 09 – Jeudalvo da Silva Nascimento, de 35 anos, o “Jeú”, foi morto a tiros dentro de sua casa na Rua Joda Dias (Tiradentes) por dois homens numa moto. Ele era filho de “Miúda” dona de um bar no Bairro Aparecida em Campos Sales, onde o Soldado PM Lemos, que residia em Juazeiro, foi morto a tiros no dia 8 de maio de 2016. Desde essa época, ela e seu genro Alex de Castro Aquino, o “Zé Doido”, estão foragidos.

Dia 13 – Ronaldo Florêncio da Silva, de 37 anos, que residia na Rua Beata Maria de Araújo (João Cabral) e usava tornozeleira eletrônica, foi morto a tiros por dois homens numa moto no cruzamento das ruas das Flores e José Paracampos naquele bairro. Era usuário de drogas e respondia dois arrombamentos, receptações, assalto, ameaça e violência doméstica. Duas pessoas saíram feridas, sendo uma delas Francisco Roberto Lopes de Souza, de 26 anos, residente naquele bairro e, também, acusado de crimes.

Dia 14 – Francisco Florêncio da Silva, de 45 anos, que residia na Rua Beata Maria de Araújo (João Cabral), morreu no HRC cerca de dez horas após ser lesionado com um tiro ao sair à porta quando ouviu estampidos de arma de fogo e viu que atiravam no seu irmão Ronaldo Florêncio que morreu no local. Francisco não tinha passagens pela polícia.

Dia 21 – Marcelo de Sousa Alves, de 35 anos, que residia na Rua São José (Salesianos), foi morto por espancamento no interior da Boate Hot Kiss que funciona na Rua São Paulo no Centro da cidade. Segundo apontou o exame cadavérico, o mesmo sofreu trauma torácico e hemorragia interna. Momentos antes, ele tinha agredido uma garota do estabelecimento.

Dia 22 – Francisco de Assis da Silva, de 23 anos, que residia na Rua Manoel Tavares Lopes, 407 (Frei Damião), foi morto com uma facada no peito esquerdo em sua casa onde funciona o Bar da Irene numa alusão à mãe Irene Ferreira da Silva. O crime foi praticado por Alisson Rudhar da Silva Santos, de 26 anos, que pediu uma dose de aguardente e, depois, disse não ter dinheiro gerando uma discussão. O acusado terminou preso. Francisco era radialista e foi assessor de imprensa do Icasa.

Dia 24 – Wilson de Souza Estevão, de 19 anos, que residia na Rua Marcehal Rondom, 127 (Tiradentes), foi morto a tiros no cruzamento das ruas José Gonçalves de Almeida e Marechal Rondon naquele bairro por dois homens que fugiram numa moto Honda Bros. Ele não tinha passagens pela polícia.

Dia 25 – Alisson Rudhar da Silva Santos, de 26 anos, que residia na Rua Manoel Tavares Lopes, 449 (Frei Damião), foi vítima de homicídio por asfixia na cadeia pública três dias após ser preso por matar o radialista Francisco de Assis da Silva, de 23 anos, com uma facada no coração no Bar da Irene. O corpo apresentava alguns hematomas e a vítima tinha sido esganada.

Dia 26 – Regivaldo Farias Santos, de 36 anos, o “Regis” ou “Aleijadinho”, cujos familiares residem na Rua José Lopes de Oliveira (João Cabral), foi morto a tiros enquanto dormia na calçada no cruzamento das ruas José Marrocos e São Damião (Santa Tereza). Ele era alcoólatra, pedinte e respondia procedimento por ameaça contra uma mulher.

 

Com Parceria Site Miséria.com.br
Por Demontier Tenório

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