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Presidente da OAB lamenta acusação de advogada em Cajazeiras, revela que Comissão de ética julgará caso e declara: “depõe contra a classe”
5 de abril de 2017 às 16:20

O presidente da Ordem dos Advogados de Cajazeiras, João de Deus Filho (Dr. Joãozinho), em entrevista à imprensa local lamentou nesta quarta-feira (5), o fato ocorrido dentro do presídio padrão da cidade, na tarde dessa terça-feira (4), onde uma advogada foi acusada de entregar celulares, carregadores e chips a um detento.

Dr. Joãozinho reforçou que a colega advogada negou as acusações, mas ele confidenciou que fatos desta natureza ‘depõem contra a classe, contra a advocacia’.

Ele disse que foi comunicado pela direção do presídio, que fez todo o procedimento correto, e informou que a OAB local encaminhará o processo para a Comissão de Ética e Disciplina da OAB em João Pessoa, onde deverá julgar a advogada, que poderá ser absolvida ou punida, desde censura, suspensão e até exclusão da ordem, além de multa, que é a penalidade máxima.

O presidente da OAB explicou que a ausência de revista ao advogado quando ele adentra o presídio é uma discricionariedade da direção do presídio, porém não há proibição constitucional para que se proceda com a revista ao operador do Direito.

“Eu já fui totalmente revistado para entrar em presídios de outros estados. Isso é discricionariedade de cada presídio”, confidenciou Dr. Joãozinho.

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